Europa mergulha numa terceira onda da Covid-19 impulsionada por novas variantes. Casos galopam há três semanas
OMS pede que são se desconfine sem regras e que se mantenha a prevenção na ordem do dia.
Apesar de em Portugal, a situação pandémica parecer ter acalmado, o crescimento exponencial de casos na Europa lança receios de uma nova onda da Covid-19.
Os novos casos aumentaram em 34% em três semanas e a OMS já deixa o aviso para não se desconfinar sem regras. França e Itália já voltaram a confinar a população e a Alemanha suspendeu as aberturas que tinha planeado após três meses de duras restrições.
A terceira onda da pandemia já é uma realidade à medida que a vacinação contra a Covid - que outrora era a luz ao fundo do túnel - se mostra cada vez mais sinuosa com escassez de vacinas e polémica em torno dos efeitos adversos que a vacina da AstraZeneca poderá provocar.
As novas variantes da Covid-19, que são mais contagiosas e resistentes, explicam em parte esta nova onda. Na Alemanha, mesmo com confinamento, o crescimento de casos mantém-se o que causa forte preocupação entre os líderes políticos e população.
Enquanto na Europa se volta a confinar, gradualmente, em Portugal vive-se em sentido contrário. O Governo iniciou na passada segunda-feira um plano de desconfinamento a que António Costa apelidou de "a conta-gotas" pelo seu carácter lento e gradual. Este desconfinamento só continuará mediante o número de casos diários e mortes estável e será avaliado de 15 em 15 dias.
Os dois critérios a que o Governo está atento para manter o plano ou carregar no travão do desconfinamento são o R(t) e a incidência de casos por 100 mil habitantes.
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