Ex-Governador de Goiás surge à de Lula em nova sondagem presidencial brasileira

Numa eventual segunda volta, Ronaldo Caiado teria 44% dos votos válidos, contra 43% de Lula.

Ronaldo Caiado Foto: Eraldo Peres
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O ex-governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado, surge à frente do presidente e candidato à reeleição Lula da Silva na mais recente sondagem sobre as presidenciais do próximo mês de outubro. A sondagem foi realizada presencialmente com dois mil eleitores de todo o Brasil pelo Instituto Real Time Big Data.

De acordo com os dados recolhidos pelo instituto, numa eventual segunda volta entre os dois, Ronaldo Caiado teria 44% dos votos válidos, contra 43% de Lula, que pela primeira vez surge numericamente atrás do ex-governador. Os dois estão, no entanto, técnicamente empatados, pois a margem de erro do estudo é de dois pontos, para mais ou para menos.

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Na sondagem do mês passado, junho, o Big Data já tinha mostrado a subida de Ronaldo Caiado, que nessa altura já tinha afastado o até então segundo colocado, Flávio Bolsonaro, para terceiro lugar na disputa. Nessa sondagem, tanto Caiado quanto Lula surgiam com 43% das intenções de voto, um empate absoluto.

Pensando na disputa presidencial, Ronaldo Caiado, de 76 anos, transferiu-se meses atrás para o Partido Social Democrático, PSD, que, não obstante essa designação, navega entre a direita e a extrema-direita. Ao deixar o comando do governo do estado de Goiás em abril, por imposição da lei eleitoral, Caiado ostentava o título de melhor governador do Brasil, resultado de políticas corajosas que deram certo, nomeadamente nas áreas do agronegócio, social e segurança pública.

Conhecido pela sua forma franca (alguns dizem bruta) de se expressar e fazer política, Ronaldo Caiado apoiou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas com algumas ressalvas. Médico, Caiado criticou vivamente o negacionismo de Bolsonaro e provocou muito alarido num encontro público entre os dois ao recusar apertar a mão que o então chefe de Estado lhe estendeu e oferecer-lhe o cotovelo para tocar, como prescreviam as normas sanitárias da época para evitar a transmissão do vírus da Covid-19.

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