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Brasil reforça alerta e pede para brasileiros não viajarem ao Médio Oriente

Cerca de 70 mil brasileiros vivem no Médio Oriente, estima a diplomacia do Brasil.

21 de julho de 2026 às 23:41

A diplomacia brasileira reforçou esta terça-feira o alerta consular e recomendou que brasileiros não viajem ao Médio Oriente pelo agravamento da tensão no conflito no Irão, e que evitem «viagens não essenciais" para outros 10 países.

O Ministério de Relações Exteriores brasileiro recomendou não viajar para o Irão, Israel, Sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza), Iémen.

Já a recomendação para evitar «viagens não essenciais» cita 10 países: Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano (demais regiões do país), Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita.

A nota cita ainda que não existe, até o momento, restrições para conexões aéreas na Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Cerca de 70 mil brasileiros vivem no Médio Oriente, estima a diplomacia do Brasil.

Entre a dicas para evitar detenção na legislação local, o Governo brasileiro recomenda que as pessoas não façam imagens das instalações, veículos ou pessoal militar, «tampouco ataques ou quaisquer outros eventos relacionados ao conflito».

Outra recomendação também para evitar detenção é não divulgar, em redes sociais, imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito «que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional».

Entre as recomendações gerais de segurança, o Ministério de Relações Exteriores recomenda que as pessoas acompanhem os sítios web e redes sociais das embaixadas brasileiras na região e seguir as suas orientações.

Em caso de ataques ou bombardeios, o Governo brasileiro recomenda que as pessoas busquem um abrigo mais próximo e, caso estejam na rua, a recomendação é procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos.

Ainda para quem estiver na rua em caso de bombardeio, a recomendação é evitar permanecer na linha de visão do céu.

«Quanto mais ao interior da estrutura, melhor», informa a nota ao destacar a importância de se proteger em locais para evitar ser atingido por estilhaços.

Quem estiver em casa durante um eventual bombardeio, a sugestão é priorizar cômodos mais internos, ou seja, distantes até duas paredes da parede externa do edifício, como salas no térreo, escadas do porão, corredores internos e áreas sem janelas.

Manter uma reserva de água em casa diante de uma possível escassez e verificar se os documentos de viagem estão em dia também são outras recomendações do Governo brasileiro.

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