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Quase 100 militares dos EUA feridos nos mais recentes ataques do Irão

Pentágono foi acusado de esconder a verdadeira dimensão das baixas sofridas.

22 de julho de 2026 às 01:30

Quase 100 militares norte-americanos ficaram feridos nos ataques do Irão contra bases dos EUA no Médio Oriente nas duas últimas semanas, admitiu esta terça-feira o Pentágono, que tinha sido acusado de esconder a verdadeira dimensão das baixas sofridas.

Além dos cerca de 100 militares feridos, três soldados morreram e outro está dado como desaparecido e presumivelmente morto. O Pentágono admitiu inicialmente as mortes mas foi acusado de minimizar o número de militares feridos, que o New York Times revelou na segunda-feira ser bastante superior ao que foi anunciado. Esta terça-feira, o Pentágono recuou e confirmou que quase uma centena de soldados ficaram feridos nos ataques das últimas duas semanas, mas minimizou a gravidade dos ferimentos, alegando que a maioria sofreu “traumatismos cranianos ligeiros” e já regressou ao ativo.

Entretanto, os EUA voltaram a atacar o Irão pelo décimo dia consecutivo, atingindo “centros de comando, capacidades navais, locais de lançamento de drones e mísseis e sistema de defesa aérea” em várias províncias, tendo o regime de Teerão respondido com o lançamento de mísseis e drones contra bases americanas no Kuwait, Bahrain e Jordânia e atingido mais um navio no estreito de Ormuz, isto numa altura em que o Paquistão está a intensificar os esforços diplomáticos para tentar trazer os dois países de volta à mesa das negociações.

EUA beneficiam com a guerra

Os Estados Unidos e, em segundo plano, Israel foram os países mais beneficiados com a guerra no Irão, segundo indica o mais recente barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV, ‘Negócios’ e Now. De entre os inquiridos, 42,1% consideram que os EUA foram o país que saiu mais beneficiado com o conflito, enquanto 19,7% dizem que foi Israel quem mais ganhou. Apenas 11,9% consideram que foi o Irão o principal beneficiado e mais de um quarto dos inquiridos (26,3%) dizem não saber quem mais ganhou.

Israel constrói barreira de terra gigante a dividir a Faixa de Gaza

Imagens de satélite mostram que as forças israelitas estão a construir uma gigantesca barreira de terra a dividir a parte que controlam na Faixa de Gaza do resto daquele território palestiniano. A barreira tem neste momento mais de 23 Km de comprimento, o que equivale a mais de metade do comprimento total da Faixa de Gaza. A construção faz temer que Israel esteja a erguer uma nova fronteira, em clara violação do acordo de paz, que prevê a retirada das forças israelitas de todo o território ocupado.

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