Ex-primeiro ministro britânico acusa esquerda de antissemitismo e de se aliar a islamitas

Tony Blair justificou-se com o aumento dos incidentes de índole antissemita no Reino Unido.

29 de março de 2026 às 14:52
Tony Blair Foto: Facundo Arrizabalaga/EPA
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O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair acusou este domingo a esquerda do Reino Unido de ser antissemita por ser demasiado complacente com o islamismo político.

Num artigo intitulado "Devemos acabar com a aliança profana da esquerda com os islamitas", publicado no jornal The Times e citado pela agência de notícias espanhola EFE, o ex-primeiro-ministro britânico (1997-2007) considerou que é legítimo criticar o Estado de Israel, mas que, frequentemente, isso resulta em antissemitismo.

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"Partes da esquerda apresentam as comunidades judaicas como defensoras de Israel, tornando os judeus alvo legítimo [de ataques]", assinalou, sem especificar a que "partes" se refere.

Tony Blair justificou-se com o aumento dos incidentes de índole antissemita no Reino Unido, o mais grave um ataque contra uma sinagoga de Manchester em outubro de 2025, em que o agressor matou duas pessoas e provocou vários feridos.

Para Blair, que nos últimos anos tem defendido o Estado de Israel, existe agora "um antissemitismo moderno" que se instalou em muitos países europeus e que tem feito com que parte das comunidades judaicas com raízes seculares em países como o Reino Unido e a França estejam a preferir emigrar para Israel, por se sentirem inseguras na Europa.

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O antigo primeiro-ministro considerou que o antissemitismo assume "novas formas" e sugeriu haver uma "versão da esquerda" em que é feita "uma aliança com os islamitas".

Segundo Blair, este novo antissemitismo foi catapultado por a esquerda se recusar a reconhecer as razões de Israel para começar uma guerra em Gaza após os ataques de 07 de outubro de 2022.

Na sua defesa de Israel, Blair reitera as acusações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de que a proibição da entrada de bens e mercadorias em Gaza (incluindo alimentos), se deve a Israel temer "que esses materiais sejam utilizados com o objetivo de construir uma infraestrutura terrorista".

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