Família processa Tesla após carro embater em casa e provocar morte de mulher de 76 anos

Carro cirulava em modo de condução autónoma quando embateu contra a sala da idosa. Vítima ficou presa no meio de destroços.

24 de junho de 2026 às 19:32
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A família de uma mulher de 76 anos que morreu depois de um Tesla ter embatido contra a sua casa, no Texas, EUA, alegadamente enquanto circulava em modo de condução autónoma, avançou com uma ação judicial contra a fabricante norte-americana e contra o condutor do veículo.

A queixa foi apresentada por Jennifer Barbour, filha da vítima, Martha Avila, em conjunto com o marido. O processo acusa a Tesla de um alegado "defeito de conceção" nos seus veículos e aponta também negligência por parte do condutor, Michael Butler.

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A idosa encontrava-se na sala da sua casa, por volta das 20h00 (hora local) de sexta-feira, quando o carro embateu violentamente na residência. O impacto deixou a vítima presa no meio de destroços, de acordo com a Sky News. A mulher foi transportada de helicóptero para um hospital local, onde acabou por ser declarada morta. 

O condutor afirmou às autoridades que estava a utilizar o sistema de condução autónoma do Tesla no momento do acidente. As autoridades referiram ainda que Michael Butler colaborou com a investigação e não apresentava sinais de consumo de álcool ou outras substâncias.

A Tesla não respondeu de imediato aos pedidos de comentário da imprensa norte-americana. No entanto, o diretor-executivo da empresa, Elon Musk, reagiu à notícia através da rede social X. Referindo-se ao sistema Full Self-Driving (FSD), Musk escreveu que o sistema "circula lentamente em ruas residenciais" e sublinhou que o acidente ocorreu a alta velocidade.

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Num comunicado divulgado pelos seus advogados, a família Barbour agradeceu o trabalho dos meios de socorro que responderam à ocorrência. "A rapidez da vossa resposta, o profissionalismo e a humanidade demonstrados foram fundamentais para conseguirmos enfrentar esta situação inimaginável", refere a nota.

A família procura obter uma indemnização superior a um milhão de dólares (perto de 900 mil euros) pelos danos sofridos.

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