Farage envolvido no inquérito à ligação de Trump à Rússia

FBI analisa relações do político britânico com a equipa eleitoral de Trump e com Julian Assange.

01 de junho de 2017 às 16:39
Nigel Farage Foto: Eduardo Munoz / Reuters
Nigel Farage, Parlamento Europeu Foto: Luke MacGregor/Reuters
Nigel Farage Foto: Suzanne Plunkett/Reuters
Nigel Farage Foto: Reuters

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Nigel Farage, antigo líder do partido britânico UKIP, é "pessoa de interesse" na investigação sobre as ligações de Donald Trump à Rússia. A notícia está a ser avançada pelo jornal britânico The Guardian

O diário inglês, que avança a notícia citando fontes próximas da investigação, adianta que o FBI está a investigar as relações entre Farage e a campanha de Trump e também com Julian Assange, o fundador da Wikileaks que vive como asilado político na embaixada do Equador em Londres.

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O ex-líder do partido eurocético não é suspeito ou acusado de qualquer prática ilegal, mas poderá estar na posse de informações sobre a investigação que está em curso.

A relação de proximidade de Farage com Roger Stone, antigo conselheiro de Trump, chamou a atenção dos investigadores. Stone já admitiu ter estado em contacto com Guccifer 2.0, um hacker com ligações ao Kremlin.

"Se juntarmos a Rússia, a WikiLeaks e Assange com apoiantes de Donald Trump, a pessoa que mais surge é Nigel Farage. Ele está precisamente no meio destas relações. Estão a prestar-lhe muita atenção", diz uma fonte ao The Guardian. "Ele está no centro destas relações. (…) Há muita atenção a recair sobre ele", acrescenta.

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Farage, que participou em várias ações de campanha de Donald Trump, visitou em março Julian Assange, fundador da plataforma WikiLeaks, na embaixada do Equador em Londres.

A WikiLeaks disponibilizou durante a campanha eleitoral norte-americana emails do chefe de campanha de Hillary Clinton, John Podesta, que terão penalizado a candidata democrata.

Além disso, esta plataforma é ainda suspeita de ter obtido os emails junto de "hackers" russos que trabalhavam para duas agências de espiões em Moscovo – a GRU e a FSB – algo que Julian Assange nega.

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Mike Pompeo, atual diretor da CIA, acusou a Wikileaks de "querer interferir" nas eleições dos EUA.

Farage diz nunca ter estado na Rússia

Além disso, esta plataforma é ainda suspeita de ter obtido os emails junto de "hackers" russos que trabalhavam para duas agências de espiões em Moscovo – a GRU e a FSB – algo que Julian Assange nega.

Mike Pompeo, atual diretor da CIA, acusou a Wikileaks de "querer interferir" nas eleições dos EUA.

Farage diz nunca ter estado na Rússia

Um porta-voz do ex-líder do UKIP disse ao The Guardian que as questões "roçavam o histerismo": "Nigel nunca esteve na Rússia, muito menos trabalhou com as suas autoridades.". À Reuters, o mesmo porta-voz adiantou que "o único político com quem Nigel passou tempo foi com Garry Kasparov".

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Farage participou recentemente em programas da televisão russa RT. Em 2014, admitiu numa entrevista que Vladimir Putin era o líder que "mais admirava".

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