Farage envolvido no inquérito à ligação de Trump à Rússia
FBI analisa relações do político britânico com a equipa eleitoral de Trump e com Julian Assange.
Nigel Farage, antigo líder do partido britânico UKIP, é "pessoa de interesse" na investigação sobre as ligações de Donald Trump à Rússia. A notícia está a ser avançada pelo jornal britânico The Guardian
O diário inglês, que avança a notícia citando fontes próximas da investigação, adianta que o FBI está a investigar as relações entre Farage e a campanha de Trump e também com Julian Assange, o fundador da Wikileaks que vive como asilado político na embaixada do Equador em Londres.
O ex-líder do partido eurocético não é suspeito ou acusado de qualquer prática ilegal, mas poderá estar na posse de informações sobre a investigação que está em curso.
A relação de proximidade de Farage com Roger Stone, antigo conselheiro de Trump, chamou a atenção dos investigadores. Stone já admitiu ter estado em contacto com Guccifer 2.0, um hacker com ligações ao Kremlin.
"Se juntarmos a Rússia, a WikiLeaks e Assange com apoiantes de Donald Trump, a pessoa que mais surge é Nigel Farage. Ele está precisamente no meio destas relações. Estão a prestar-lhe muita atenção", diz uma fonte ao The Guardian. "Ele está no centro destas relações. (…) Há muita atenção a recair sobre ele", acrescenta.
Farage, que participou em várias ações de campanha de Donald Trump, visitou em março Julian Assange, fundador da plataforma WikiLeaks, na embaixada do Equador em Londres.
A WikiLeaks disponibilizou durante a campanha eleitoral norte-americana emails do chefe de campanha de Hillary Clinton, John Podesta, que terão penalizado a candidata democrata.
Além disso, esta plataforma é ainda suspeita de ter obtido os emails junto de "hackers" russos que trabalhavam para duas agências de espiões em Moscovo – a GRU e a FSB – algo que Julian Assange nega.
Mike Pompeo, atual diretor da CIA, acusou a Wikileaks de "querer interferir" nas eleições dos EUA.
Farage diz nunca ter estado na Rússia
Além disso, esta plataforma é ainda suspeita de ter obtido os emails junto de "hackers" russos que trabalhavam para duas agências de espiões em Moscovo – a GRU e a FSB – algo que Julian Assange nega. Mike Pompeo, atual diretor da CIA, acusou a Wikileaks de "querer interferir" nas eleições dos EUA.
Farage participou recentemente em programas da televisão russa RT. Em 2014, admitiu numa entrevista que Vladimir Putin era o líder que "mais admirava".
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