Fármacos são a esperança no ataque à Covid-19

Há mais medicamentos com resultados positivos no combate à doença.

19 de junho de 2020 às 08:19
A esperança no combate à Covid-19 centra-se cada vez mais no uso de fármacos, na ausência de uma vacina Foto: EPA
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Na ausência de uma vacina contra a Covid-19 nos meses mais próximos, apesar das dezenas de projetos em desenvolvimento, a esperança no combate ao vírus centra-se cada vez mais na utilização de fármacos, de forma isolada ou ministrados em simultâneo, que se revelaram eficazes no ataque a outras doenças.

Depois da dexametasona, testada com sucesso nos casos mais graves de Covid-19, reduzindo a mortalidade, as atenções concentram-se agora nos bons resultados obtidos na combinação de dois antirretrovirais, o lopinavir e o ritonavir. "O número de doentes testados, em vários países, é enorme e deve ser suficiente para nos dizer quais os seus benefícios, nomeadamente nos casos mais graves da doença", afirma Soumya Swaminathan, cientista chefe da Organização Mundial da Saúde.

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Além do lopinavir/ritonavir, os cientistas mantêm esperança no efeito positivo de outros fármacos no combate e prevenção do novo coronavírus, como é o caso do remdesivir e da hidroxicloroquina, mas ainda não há estudos suficientes a verificar a sua verdadeira utilidade.

Já o actemra, medicamento utilizado para a artrite reumatoide, não obteve os efeitos esperados em pacientes Covid-19. Mas a farmacêutica que o produz e comercializa acredita nas suas potencialidades, pelo que vai combiná-lo com o remdesivir, acreditando que melhorará substancialmente a eficácia deste último.

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