Fármacos são a esperança no ataque à Covid-19
Há mais medicamentos com resultados positivos no combate à doença.
Na ausência de uma vacina contra a Covid-19 nos meses mais próximos, apesar das dezenas de projetos em desenvolvimento, a esperança no combate ao vírus centra-se cada vez mais na utilização de fármacos, de forma isolada ou ministrados em simultâneo, que se revelaram eficazes no ataque a outras doenças.
Depois da dexametasona, testada com sucesso nos casos mais graves de Covid-19, reduzindo a mortalidade, as atenções concentram-se agora nos bons resultados obtidos na combinação de dois antirretrovirais, o lopinavir e o ritonavir. "O número de doentes testados, em vários países, é enorme e deve ser suficiente para nos dizer quais os seus benefícios, nomeadamente nos casos mais graves da doença", afirma Soumya Swaminathan, cientista chefe da Organização Mundial da Saúde.
Além do lopinavir/ritonavir, os cientistas mantêm esperança no efeito positivo de outros fármacos no combate e prevenção do novo coronavírus, como é o caso do remdesivir e da hidroxicloroquina, mas ainda não há estudos suficientes a verificar a sua verdadeira utilidade.
Já o actemra, medicamento utilizado para a artrite reumatoide, não obteve os efeitos esperados em pacientes Covid-19. Mas a farmacêutica que o produz e comercializa acredita nas suas potencialidades, pelo que vai combiná-lo com o remdesivir, acreditando que melhorará substancialmente a eficácia deste último.
Dinamarca deixa Portugal de fora
A Dinamarca vai abrir as fronteiras ao turismo estrangeiro, a partir de 27 de junho, mas deixa de fora Portugal e Suécia. Uma atitude idêntica à tomada pela Áustria a semana passada.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt