FBI quis vigiar assessor de Trump por suspeita de espiar para a Rússia
Carter Page foi crítico da política dos Estados Unidos em relação à Rússia.
O Washington Post noticiou esta quarta-feira que, durante a campanha eleitoral, o FBI obteve uma ordem judicial para vigiar Carter Page, um conselheiro do candidato Donald Trump que a Casa Branca suspeitava espiar para a Rússia.
Page é um dos conselheiros visados na investigação do FBI e do Congresso às alegadas ligações entre a campanha presidencial de Trump e a Rússia.
O jornal, que cita fontes policiais e outros responsáveis oficiais sob condição de anonimato, escreve esta quarta-feira que o pedido de vigilância, feito pelo governo, referia suspeitas de que Page se envolveu conscientemente em atividades de espionagem a favor da Rússia e contactos que terá mantido com um agente russo em 2013.
Esses contactos são pormenorizados num documento judicial de 2015, relativo ao julgamento de três agentes russos, segundo o qual Page forneceu a um deles documentos sobre a indústria de energia norte-americana.
As ligações à Rússia de Page, um banqueiro de investimentos que foi contratado como assessor da campanha para a política externa, chamaram a atenção pela primeira vez quando viajou para Moscovo, em julho de 2016, para discursar numa faculdade de Economia.
Nessa intervenção, Page foi crítico da política dos Estados Unidos em relação à Rússia, censurando o "foco hipócrita em ideias como a democratização, desigualdade, corrupção e mudança do regime".
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