Filha do ‘monstro’ começa a depor
Elisabeth Fritzl – filha do austríaco Josef Fritzl, que foi mantida cativa numa masmorra durante 24 anos, repetidamente violada e forçada a procriar sete filhos sem ajuda médica – começou ontem a prestar declarações na Justiça.
A principal vítima daquele que ficou conhecido como ‘monstro de Amstetten’ é chamada a contar todos os pormenores à juíza, após na passada sexta-feira ter estado presente numa sessão preliminar. O depoimento da filha de Fritzl decorre num local secreto, é gravado em vídeo e durará "o tempo que for necessário", que se prevê seja "uma ou duas semanas",segundo um porta-voz do Ministério Público de St. Pölten.
O delicado interrogatório é conduzido pela jovem magistrada Andrea Hummer, especialista em delitos sexuais, que presidirá ao julgamento contra Fritzl. O ritmo das perguntas será adaptado ao estado físico e emocional de Elisabeth.
Josef Fritzl, de 74 anos, pode ser condenado a prisão perpétua, dez ou a 15 anos de prisão. A primeira hipótese se-rá aplicada se Fritzl for acusado de homicídio por negligência, sequestro, violação e incesto: um dos seus filhos-netos morreu poucos dias após nascer por falta de assistência.
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