Finlândia apreende quatro milhões de euros de fundos russos
Projeto visava apoiar o desenvolvimento das zonas fronteiriças, e os dois países participaram nele conjuntamente há anos.
A Finlândia anunciou esta terça-feira a apreensão de quase quatro milhões de euros de fundos russos após uma denúncia da empresa estatal ucraniana de energia Naftogz.
A operação foi realizada pela Agência Nacional de Execução da Finlândia, um organismo independente ligado ao Ministério da Justiça, noticiou a agência Europa Press.
A agência indicou que, após a denúncia da Naftogz e das suas subsidiárias, aprovou o confisco de um total de 3,7 milhões de euros que a Rússia tinha transferido para a Finlândia no âmbito de um programa de cooperação transfronteiriça da União Europeia, segundo informações da cadeia de televisão Yle.
Este projeto visava apoiar o desenvolvimento das zonas fronteiriças, e os dois países participaram nele conjuntamente há anos.
A Rússia terá contribuído antes do início da invasão da Ucrânia, embora o programa tenha sido posteriormente cancelado, e os fundos tenham permanecido sob custódia das autoridades finlandesas.
A ordem de apreensão é válida por tempo indeterminado e surge dois anos depois de Helsínquia ter apreendido cerca de 40 propriedades russas após uma ação judicial interposta por várias empresas de eletricidade ucranianas.
No entanto, as autoridades russas declararam que metade destas propriedades são missões diplomáticas e, por isso, gozam de imunidade ao abrigo da Convenção de Viena, e enviaram uma nota de protesto ao Governo finlandês.
A Rússia ocupa cerca de 19% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass (Lugansk e Donetsk) que já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.
A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.
Num relatório divulgado hoje, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) anunciou que a Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área sob controlo russo.
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