Forças Armadas venezuelanas cercam Assembleia Nacional
Polícia justifica o cerco com suspeita da "existência de um engenho explosivo" no local.
O auto-proclamado presidente venezuelano interino, Juan Guaidó, denunciou esta terça-feira que as forças de segurança venezuelanas cercaram o edifício da Assembleia Nacional, em Caracas.
De acordo com fontes citadas pelos jornalistas locais, estarão 15 agentes dos serviços secretos venezuelanos a revistar o gabinete de Juan Guaidó.
A Polícia Nacional Bolivariana justifica o cerco à Assembleia Nacional com o facto de suspeitar da "existência de um engenho explosivo" no local.
Guaidó, o líder da Assembleia controlada pela oposição, em janeiro invocou a constituição da Venezuela para se autoproclamar presidente interino, argumentando que a reeleição de Maduro em 2018 era ilegítima. Mais de 50 países o reconheceram como líder legítimo do país, e dizem que a Assembleia é sua última instituição democrática.
"Tudo isto é parte de um espetáculo para impedir que a Assembleia Nacional funcione", disse à Reuters o parlamentar Juan Pablo Guanipa. "Esta é uma ditadura que vai atrás dos dissidentes e estamos a lutar por uma mudança política."
O Ministério da Informação da Venezuela mantém o silêncio. Maduro chama Guaidó de fantoche dos Estados Unidos e tenta derrubá-lo.
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