França vai construir cadeia em frente à ilha do Diabo

Prisão irá acolher barões da droga e terroristas. Motivo é impedir qualquer contacto dos chefes das redes de tráfico de droga com o exterior.

01 de junho de 2025 às 01:30
Prisões estão sobrelotadas Foto: Direitos Reservados
Emmanuel Macron na cadeia de Vendin-le-Viell Foto: Direitos Reservados
Gérald Darmanin Foto: Benoit Tessier/Reuters

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Porto de embarque para a ilha do Diabo - a ‘Alcatraz francesa’, que entre 1852 e 1945 acolheu cerca de 70 mil condenados -, Saint-Laurent-du-Maroni foi o local escolhido pelo Governo de Macron para a construção de uma cadeia de alta segurança, destinada a acolher terroristas, criminosos perigosos e, sobretudo, narcotraficantes.

Com capacidade para 500 presos, vai custar 450 milhões de dólares (cerca de 395 milhões de euros) e será inaugurada em 2028, de acordo com os cálculos do ministro da Justiça, Gérald Darmanin. Segundo o governante, a prisão de Saint-Laurent-du-Maroni, município localizado no território ultramarino da Guiana Francesa, na fronteira com o Suriname, “servirá para isolar permanentemente os chefes das redes de tráfico de droga”. Por outras palavras, o objetivo é impedir qualquer contacto destes barões do narcotráfico com as suas redes externas, impondo um regime prisional “extremamente rigoroso”. Haverá uma ala específica para estes condenados, com pelo menos 45 celas. A sobrelotação das cadeias de alta segurança francesas é outro dos motivos que levam à construção desta nova prisão, muito criticada pelas autoridades locais.

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Prisão de alta segurança em França

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