Francesa Nexa Technologies acusada de cumplicidade em atos de tortura

Responsável pela venda de material de vigilância cibernética ao Egipto para investigação dos oponentes.

28 de novembro de 2021 às 15:21
Computador Foto: Getty Images
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A francesa Nexa Technologies, responsabilizada pela venda de material de vigilância cibernética ao Egipto para investigação dos oponentes, foi acusada, em França, de ser cúmplice em atos de tortura e desaparecimentos.

Conforme divulgou este sábado o jornal Le Parisien, a empresa foi acusada em 12 de outubro, sendo que a investigação remonta a novembro de 2017, após uma denúncia apresentada pela Federação Internacional das Ligas de Direitos Humanos (FIDH).

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A revista Télérama divulgou o caso, revelando que, em março de 2014, a empresa vendeu um sistema de escuta, avaliado em 10 milhões de euros, para controlar a oposição islâmica no Egito.

O sistema, denominado "Brain" (cérebro), permitiu controlar, em tempo real, as comunicações eletrónicas, por exemplo, a partir de um número de telefone ou de um 'e-mail'.

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A Nexa Technologies é dirigida por um antigo gerente da Amesys, acusada, em junho, de ter vendido o programa "Eagle" (águia), o antecessor do "Brain", ao regime líbio de Muammar al Gaddafi.

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