Francesa Nexa Technologies acusada de cumplicidade em atos de tortura
Responsável pela venda de material de vigilância cibernética ao Egipto para investigação dos oponentes.
A francesa Nexa Technologies, responsabilizada pela venda de material de vigilância cibernética ao Egipto para investigação dos oponentes, foi acusada, em França, de ser cúmplice em atos de tortura e desaparecimentos.
Conforme divulgou este sábado o jornal Le Parisien, a empresa foi acusada em 12 de outubro, sendo que a investigação remonta a novembro de 2017, após uma denúncia apresentada pela Federação Internacional das Ligas de Direitos Humanos (FIDH).
A revista Télérama divulgou o caso, revelando que, em março de 2014, a empresa vendeu um sistema de escuta, avaliado em 10 milhões de euros, para controlar a oposição islâmica no Egito.
O sistema, denominado "Brain" (cérebro), permitiu controlar, em tempo real, as comunicações eletrónicas, por exemplo, a partir de um número de telefone ou de um 'e-mail'.
A Nexa Technologies é dirigida por um antigo gerente da Amesys, acusada, em junho, de ter vendido o programa "Eagle" (águia), o antecessor do "Brain", ao regime líbio de Muammar al Gaddafi.
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