Galeria do Louvre reabre nove meses depois de assalto a joias da coroa
Elementos exibidos na galeria antes do assalto vão ser realocados noutras salas do museu. Joias roubadas ainda não foram recuperadas pelas autoridades.
A Apollo do Louvre, galeria de onde foram roubadas joias das coroa avaliadas em 88 milhões de euros durante um assalto em plena luz do dia, reabriu ao público pela primeira vez após o sucedido. Apesar da reabertura, não existem joias no interior das vitrines. As coleções de joias presentes naquela sala do museu foram removidas, retornando a galeria "à sua função cerimonial do século XIII", avançou o museu citado pela Associated Press. As joias roubadas permanecem desaparecidas, nove meses depois.
De acordo com o diretor do Louvre, as joias anteriormente presentes "vão ser realocadas para outro local no museu". "É também uma oportunidade para redescobrir a esplêndida arquitetura e decoração desta galeria", afirmou citado pela AP. Christophe Leribault foi nomeado para a direção do museu depois de a antiga diretora, Laurence des Cars, ter renunciado ao cargo na sequência do assalto, em outubro de 2025.
O assalto levou a que a segurança do museu fosse reforçada, através de novas câmaras de vigilância e sistemas anti-intrusão. O assalto ao Museu do Louvre durou pouco mais de sete minutos. No total, foram roubadas oito joias de grande valor histórico para a coroa francesa.
Todos os suspeitos do assalto foram já detidos pelas autoridades francesas. As detenções ocorreram em Paris e Seine-Saint-Denis. Dados revelados dos relatórios de investigação apontam para falhas nos sistemas de segurança do museu, incluindo o uso de softwares desatualizados e problemas com palavras-passe.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt