Governo alemão admite que gasoduto Nord Stream 2 ficou inutilizável

Tubos do gasoduto Nord Stream 2 ficaram inutilizáveis após as explosões ocorridas em setembro, na Ucrânia.

27 de outubro de 2022 às 11:02
Governo alemão admite que gasoduto Nord Stream 2 ficou inutilizável Foto: Reuters
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Fontes do Governo alemão admitem que os tubos do gasoduto Nord Stream 2 ficaram inutilizáveis após as explosões ocorridas em setembro e recordam que a instalação nunca obteve autorização para funcionar. 

"É muito provável que o ato de sabotagem e as fortes explosões tenham causado efeitos negativos nos tubos do gasoduto e, por isso, não estão reunidas as condições técnicas necessárias para entrar em funcionamento", disseram fontes governamentais citadas esta quinta-feira pela televisão pública alemã ARD. 

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O esclarecimento transmitido esta quinta-feira pela ARD é a resposta a uma pergunta dirigida pelo grupo parlamentar de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) que pediu respostas sobre a possibilidade de utilização dos tubos do Nord Stream 2 que não tinham sido afetados pelas explosões. 

A pergunta do partido AfD foi colocada após a declaração do Presidente russo, Vladimir Putin, que sugeriu a possibilidade de utilização do gasoduto para voltar a enviar gás através do sistema Nord Stream. 

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Na mesma resposta transmitida esta quinta-feira pela estação de televisão ARD, as fontes governamentais recordam que o processo de autorização da licença do Nord Stream 2 foi "suspensa" no passado mês de fevereiro na sequência da nova agressão da Rússia contra a Ucrânia e, por isso, não vai entrar em funcionamento.  

A série de explosões ocorridas em setembro, atribuídas a atos de sabotagem, deixaram inutilizáveis os dois tubos do gasoduto Nord Stream 1 e um dos tudos do Nord Stream 2. 

O Nord Stream 1, que tinha entrado em funcionamento em 2011, ficou inoperável.  

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O segundo gasoduto, cuja construção tinha começado em 2011, não chegou a entrar em serviço.

O chanceler alemão Olaf Scholz suspendeu a licença em fevereiro, quando estava praticamente concluído. 

Este controverso projeto germono-russo teve início em 2005 na sequência de um pacto entre o então chanceler Gerhard Schroder e o aliado político, Vladimir Putin.

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A forte dependência energética da Alemanha em relação à Rússia foi mantida durante os 16 anos de poder da chanceler Angela Merkel, que decidiu a construção do segundo gasoduto (Nord Stream 2).

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