Governo Trump quer reduzir limites a químicos na água potável impostos por Biden

Proposta vai iniciar o processo formal de aliviar parte dos limites às PFAS na água potável, que a Presidência Biden criou pela primeira vez.

08 de maio de 2026 às 00:01
Garrafa de água Foto: Getty Images
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O governo de Donald Trump vai propor a redução dos limites instituídos pelo de Joe Biden sobre a presença de químicos na água potável, disse uma dirigente da agência de proteção do Ambiente (EPA, na sigla em Inglês).

Em causa estão as designadas substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS), químicos sintéticos, também conhecidos como 'químicos eternos', usados em produtos de consumo desde a década de 1950.

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A proposta vai iniciar o processo formal de aliviar parte dos limites às PFAS na água potável, que a Presidência Biden criou pela primeira vez. Na altura, justificou-se a decisão com a associação destes químicos ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, a alguns cancros e a problemas d peso em recém-nascidos.

Jessica Kramer, dirigente do Serviço de Água da EPA, disse esta quinta-feira, em Washington, durante uma conferência, que a agência pretende anular e rever alguns limites que considerou impróprios.

A proposta ocorre quando a EPA está sob escrutínio de organizações de saúde em assuntos como PFAS e pesticidas.

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Os detalhes do plano ainda não foram revelados.

Durante a sua intervenção, Kramer disse: "Precisamos de regras sobre a água potável que sejam defensáveis legalmente. Precisamos de regulações sobre a água potável que não sejam suscetíveis de contestação legal porque o processo explicitado na Lei da Água Potável Segura não é seguido. Isto é uma grande preocupação".

Acrescentou que a ideia é iniciar o processo e seguir a lei. A Presidência Biden foi acusada d não seguir a lei e decidir muito depressa sobre os limites a impor a tipos menos comuns de PFAS, que a EPA quer agora eliminar.

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A agência garantiu que está comprometida em ajudar as empresas a reduzir as PFAS na água potável.

A Presidência Biden também limitou os dois tipos comuns das PFAS, designadas como PFOA e PFOS, a quatro partes por milhão. A EPA quer manter este padrão, mas dá mais dois anos, até 2031, às empresas para cumprirem.

Sobre a água potável, em geral, o governo tem dito que quer reduzir o chumbo na água da torneira. Esta vontade difere dos seus esforços para reduzir o estipulado para proteger a saúde no que se relaciona com o carvão e outras fontes energéticas poluentes.

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Melanie Benesh, vice-presidente da organização não-governamental Environmental Working Group, já considerou que a decisão da EPA pode ser ilegal, uma vez que a Lei da Água Potável Segura impede a emissão de regulações que sejam mais fracas do que as que estejam em vigor.

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