Haddad promete uma viragem histórica e vitória sobre Bolsonaro
Na primeira volta, 22% dos eleitores só decidiram o voto um dia antes de irem às urnas.
O candidato do Partido dos Trabalhadores, PT, às presidenciais deste domingo, Fernando Haddad, segundo colocado nas sondagens, prometeu uma "viragem inédita" nas últimas horas da disputa e vencer o favorito, o deputado de extrema-direita Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal, PSL. Segundo a sondagem mais recente, divulgada pelo Instituto Datafolha, Bolsonaro tem 56% dos votos válidos contra 44% de Haddad, que atribuiu a suposta viragem na intenção de voto dos eleitores às ameaças feitas pelo adversário.
"A viragem começou quando ele (Bolsonaro) falou na Avenida Paulista (em São Paulo) que ia mandar prender opositores, que ia mandar criminalizar os movimentos sociais, que ia considerar terrorista quem fosse para a rua criticar o governo dele."-Declarou Haddad num grande comício em Salvador, capital do estado da Bahia, complementando com uma promessa de vitória:"Mas ninguém precisa ficar preocupado com as ameaças dele, porque ele vai perder. O Brasil vai dar uma resposta à violência, ao desrespeito e ao destrato que ele representa."
Na última semana, depois de discursos extremamente agressivos de Bolsonaro, que, a apoiantes reunidos na Avenida Paulista assegurou que, num governo seu, os "marginais vermelhos" serão banidos do Brasil ou presos, e de declarações de um dos seus filhos, Eduardo Bolsonaro, de que se as urnas não confirmarem a vitória do pai militares fecharão o Supremo Tribunal, começou a haver um aumento da rejeição ao candidato da extrema-direita e uma inesperada adesão a Haddad. Nesse curto período de tempo, a diferença entre Bolsonaro e Haddad caiu de 18 para 12 pontos, com o radical de direita a perder 3 pontos e o substituto de Lula da Silva na disputa a ganhar outros três.
Mesmo assim, a vantagem de Bolsonaro às vésperas da votação decisiva parece ainda bastante segura, o que não tira a "certeza" de vitória a Haddad. Na primeira volta, dia 7, 22% dos eleitores só decidiram o voto um dia antes de irem às urnas e 12% fizeram-no apenas no momento da votação, o que, ao menos em termos matemáticos, ainda pode garantir uma reviravolta no resultado das presidenciais.
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