Herói acidental trava ataque informático
Perito informático britânico de 22 anos descobriu ‘travão'.
Os efeitos do maior ataque informático de que há memória e que atingiu empresas, bancos, hospitais e outras organizações em cerca de 100 países, incluindo Portugal, estavam ainda ontem a fazer-se sentir. Mas o ataque foi abrandado graças a um jovem britânico de 22 anos que descobriu o travão do vírus por acaso.
Alunos chineses não conseguiram ontem aceder a teses de mestrado, médicos britânicos foram forçados cancelar cirurgias e, na Alemanha, os monitores de estações ferroviárias ficaram em branco ou exibiram mensagens dos hackers. A Europol confirmou que "se trata de um ataque a um nível sem precedentes", cujos autores estão ainda por identificar.
Mas nos EUA, onde a ação do vírus chegou mais tarde, o travão descoberto por um perito informático que se identifica como MalwareTech retardou a ação do vírus.
Com a ajuda de Darien Huss, da Proofpoint, o jovem informático percebeu que o ‘WannaCry’, vírus usado no ataque de ‘ransomware’, estava ligado a um domínio não registado terminado em gwea.com.
Sem saber que efeitos isso teria, decidiu comprar o domínio. Pagou dez dólares na NameCheap.com e verificou que, ao ativar o domínio, o vírus começava a falhar. Apesar do sucesso relativo da estratégia, os dois peritos alertam que o ataque pode ser reiniciado a qualquer momento.
Segundo o novo balanço da Europol, o ciberataque já atingiu mais de 200 mil alvos em todo o mundo, em mais de 150 países. "Há que tomar todos os cuidados e precauções pois estamos perante uma 'ameaça em ascensão'", alertou Robert Mark Wainwright, o diretor da Europol.
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