Prostituto surpreende a polícia e confessa que já matou 11 clientes em São Paulo

Renato Teixeira da Silva foi preso esta quarta-feira na cidade de Franco da Rocha.

Renato Silva Teixeira Foto: DR
Partilhar

Um "Garoto de Programa", como no Brasil se chama a um homem que se prostitui, e que vendia os seus serviços sexuais em São Paulo e cidades vizinhas, foi preso por suspeita de ter cometido um homicídio, surpreendeu a polícia e revelou que, na verdade, é um "Serial Killer". Renato Teixeira da Silva, de 35 anos, confessou tranquilamente ao delegado (inspetor) Roberto Krasovic que já matou 11 clientes, homens e mulheres.

Renato foi preso esta quarta-feira, 5 de Junho, na cidade de Franco da Rocha, na área metropolitana de São Paulo, por suspeita de envolvimento na morte de um homem desaparecido em dezembro de 2022 numa outra cidade vizinha à capital paulista, São Bernardo do Campo. Ao ser interrogado pelo delegado, o suspeito confessou tranquilamente não somente a morte de que era acusado, mas mais outras dez de que a polícia não tinha conhecimento e que podem não ser as únicas.

Pub

"O relato dele é de uma frieza incrível. Ele detalha os crimes e específica até a sua arma preferida, uma faca de 15 cm."-Contou o delegado, titular da 6. Delegacia da Polícia Civil (Judiciária) de São Bernardo do Campo, que comanda as investigações.

Renato foi associado ao primeiro crime que lhe foi atribuído depois de ter ligado para a proprietária de uma casa que alugara por algum tempo e ter-lhe dito que ao sair tinha deixado um corpo enterrado lá dentro, o do homem desaparecido em dezembro passado. A assustada dona do imóvel ligou para a polícia, que foi até ao local e encontrou os restos mortais.

Pub

De acordo com a polícia, Rafael, que na vida de prostituição usava o nome de Bruno, conhecia as vítimas através de aplicações de relacionamento, mantinha a relação por algum tempo e depois matava-as. Krasovic acrescentou que, até ao momento, não há nada que leve a pensar que Renato extorquía as vítimas ou que as matava para obter alguma vantagem financeira.

Na verdade, num padrão de comportamento que parece evidenciar uma personalidade psicopata, Renato assassinava os ou as clientes dos seus serviços sexuais simplesmente quando se aborrecia da relação, quando era contrariado ou lhe pediam para fazer alguma coisa de que não gostava. Para outra delegada, Kelly Cristina Sacchedo Cesar de Andrade, da Divisão Seccional de São Bernardo do Campo, Renato fazia uma espécie de jogo de gato e rato com a polícia, cometia um crime numa cidade e mudava para outra ali perto, "ele sabia que estava a ser procurado, flutuava entre cidades mas sempre na mesma região, não tinha medo de ser preso."

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar