Hungria torna-se o segundo país da UE a fixar um valor máximo nos combustíveis

Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do país, Viktor Órban.

09 de março de 2026 às 18:17
Viktor Orbán Foto: EPA/STEPHANIE LECOCQ
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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que os preços dos combustíveis terão um valor máximo a partir da meia-noite, hora local, para proteger os consumidores da subida do petróleo devido à guerra no Médio Oriente.

"Estamos a introduzir um preço protegido para a gasolina e para o gasóleo, acima do qual os preços de venda ao público não podem subir", disse o líder húngaro num vídeo publicado na rede social Facebook.

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A Hungria foi o segundo país da União Europeia, depois da Croácia, a anunciar esta segunda-feira o levantamento de um teto sobre os preços dos combustíveis.

A medida abrange particulares, agricultores, transportadores e empresários, mas será aplicada apenas aos veículos registados e licenciados na Hungria.

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Viktor Orbán afirmou que o Governo também decidiu libertar as reservas estatais para garantir o abastecimento de combustíveis, na sequência do bloqueio do oleoduto Druzhba, que atravessa a Ucrânia, além do impacto nos preços causado pela guerra no Médio Oriente.

A Hungria e a Eslováquia acusam a Ucrânia de atrasar deliberadamente a reabertura deste oleoduto, que Kiev alega ter sido danificado por ataques aéreos russos no final de janeiro.

Antes, num outro vídeo, Orbán pediu à União Europeia que suspenda as sanções contra o petróleo e o gás russos face ao impacto causado pela guerra no Médio Oriente.

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O líder nacionalista, um aliado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, critica regularmente as sanções da UE contra a Rússia, tendo já usado o seu poder de veto para garantir exceções.

A Hungria já tinha limitado os preços dos combustíveis entre novembro de 2021 e junho de 2022 para conter a subida da inflação.

A medida foi abandonada devido ao açambarcamento nos postos de combustível.

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Em França, onde o gasóleo atingiu esta segunda-feira os dois euros por litro, o Governo francês, pressionado pela oposição, procura uma solução para a subida dos preços dos combustíveis, mas recusa, por enquanto, ajudas públicas para a compra de combustíveis, remetendo para os efeitos nas finanças de um Estado com orçamentos deficitários há vários anos.

Já a Croácia anunciou que limitará o preço máximo de venda dos combustíveis a partir de terça-feira, durante as próximas duas semanas, para 1,50 euros por litro para a gasolina Eurosuper e 1,55 euros para o diesel.

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A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

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