Imprensa internacional destaca a vitória "ensombrada" de Merkel

Chanceler alemã vai completar um quarto mandato.

25 de setembro de 2017 às 10:33
Foto: Reuters
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A chanceler alemã Angela Merkel Foto: Reuters
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A imprensa internacional, que esta segunda-feira destaca as eleições alemãs, é praticamente unânime na forma como encara os resultados: Angela Merkel conseguiu o feito de um quarto mandato, mas essa vitória foi ensombrada pela entrada da extrema-direita para o parlamento.

Os britânicos The Guardian e Financial Times dedicam manchetes quase idênticas à reeleição da chanceler alemã, que ocupa também o destaque fotográfico: "Vitória de quarto mandato de Merkel manchada pela ascensão da extrema direita" lê-se nas 'gordas' do primeiro, e "Vitória de quarto mandato de Merkel manchada pela ascensão do AfD de extrema direita", pode ler-se no segundo, que faz referência ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

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Na mesma linha segue o espanhol El País, que também dá a Merkel a manchete de hoje: "A irrupção da extrema direita ensombra vitória de Merkel"

O jornal norte-americano The New York Times também põe a Alemanha na primeira página, indicando que "Angela Merkel faz história em eleições alemãs, tal como a extrema direita".

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Já no jornal francês Libération a notícia tem destaque de primeira página, mas não é manchete. A chamada afirma que "Extrema direita entra no Bundestag", nome do parlamento alemão.

Na sua edição online, o Le Monde afirma que "Merkel enfraqueceu face a uma paisagem política em grande parte inédita".

A chanceler venceu as eleições com 33% dos votos, menos que os 41,5% conseguidos há quatro anos.

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Em segundo lugar, com 20,5%, ficou Partido Social-Democrata (SPD), que já veio dizer que pretende posicionar-se na oposição.

Em terceiro lugar ficou o AfD, 12,6% dos votos. O partido, com apenas quatro anos, centrou a campanha nas críticas a Merkel e à decisão de, em 2015, autorizar a entrada de um elevado número de migrantes na Alemanha.

Para formar Governo, Merkel estuda agora uma coligação entre conservadores, liberais e verdes.

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