Internacional da Educação e dirigente da Fenprof impedidos de entrar na Cisjordânia
Membros da IE de 15 países, incluindo a portuguesa Manuela Mendonça, foram retidos, interrogados e viram os seus passaportes apreendidos, denunciou a própria IE, em comunicado.
Uma delegação de dirigentes sindicais da Internacional da Educação (IE), à qual pertence a portuguesa Fenprof, foi impedida no sábado, Dia Internacional da Educação, de entrar na Cisjordânia, segundo comunicado de esta segunda-feira da estrutura sindical lusa.
Membros da IE de 15 países, incluindo a portuguesa Manuela Mendonça, foram retidos, interrogados e viram os seus passaportes apreendidos, denunciou a própria IE, em comunicado.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) juntou-se àquela organização internacional "na firme condenação da decisão das autoridades de ocupação israelitas de impedir a entrada na Palestina".
"A delegação da IE foi convidada pelo Sindicato Geral dos Professores Palestinianos (GUPT) a comemorar o Dia Internacional da Educação na Cisjordânia, junto de colegas palestinianos, que continuam a realizar o seu trabalho em condições particularmente difíceis", lê-se no texto.
Segundo a mesma fonte, a delegação da IE tinha previstas, em Ramallah e em Jericó, "reuniões com o ministro e o vice-ministro da Educação, visitas a escolas e uma cerimónia de graduação de docentes, na sua maioria jovens professoras, que participaram num curso de formação na área do apoio psicológico a professores e estudantes".
Em declarações reproduzidas pela Fenprof, a sua dirigente Manuela Mendonça frisou a "solidariedade com o GUPT e com todos os professores e alunos palestinianos".
"As tentativas de intimidação ou isolamento dos educadores apenas fortalecerão a nossa determinação e solidariedade coletivas na defesa do direito universal à educação, dos direitos sindicais e do direito do povo palestino a viver em liberdade e em paz", disse.
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