Investigadores testam vacina para o Alzheimer

Estudo já se encontra a ser feito há algum tempo e, no início de 2019, foram apresentados resultados preliminares positivos.

29 de junho de 2019 às 08:00
Vacinas Foto: Getty Images
Organização Mundial da Saúde, China, saúde, vacinas Foto: Direitos Reservados
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Investigadores da clínica United Neuroscience encontram-se a desenvolver uma vacina que pode ser capaz de combater os sintomas do Alzheimer. Os especialistas avançam mesmo que este pode ser "a melhor hipótese" para que os sintomas da doença acabem ou diminuam. 

Sobre a doença não se sabe muito. O Alzheimer é considerado o tipo mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos. Esta doença leva à deterioração progressiva e irreversível de funções cognitivas distintas, afetando, por exemplo, a concentração, a memória e o pensamento.

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Relativamente às causas da doença, os cientistas envolvidos neste trabalho acreditam que a doença é causada por duas proteínas que são nocivas, nomeadamente, beta-amilóide e tau.

Com esta vacina, denominada UB-311, os investigadores pretendem originar uma resposta de anticorpos, eliminando essas proteínas nocivas.

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O estudo já se encontra a ser feito há algum tempo e, no início de 2019, foram apresentados resultados preliminares positivos.

A United Neuroscience deu a conhecer os resultados de uma análise clínica realizada com 42 pacientes.

A vacina foi administrada em todas as pessoas e os investigadores perceberam que foram "capazes de gerar alguns anticorpos em todos os pacientes, o que é incomum para as vacinas". Segundo Chang Yi, uma das fundadoras da empresa, estes resultados representam "uma taxa de resposta de quase 100%".

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James Brown, diretor do Centro de Investigação para o Envelhecimento Saudável da Universidade Aston, em Birmingham, Inglaterra, considera que este novo método pode ser a "melhor hipótese" que pode existir para "acabar com os sintomas [do Alzheimer] ou minimizá-los".

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