Irmãs do Rei de Espanha saltam fila para receber vacina contra a Covid-19

Partidos do governo condenam abuso de privilégios por parte de membros da realeza.

04 de março de 2021 às 08:26
Foto: Juan Carlos Hidalgo/Reuters
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As irmãs do rei Felipe VI de Espanha, as infantas Cristina e Elena, estão no centro de uma polémica por se terem vacinado contra a Covid-19 antes de chegar a sua vez. Fizeram-no em fevereiro, durante uma viagem a Abu Dabi para visitar o pai, o rei emérito Juan Carlos, ali exilado desde agosto de 2020.

As críticas chegaram imediatamente do governo do PM Pedro Sánchez e do seu partido. Os socialistas frisaram que “querem que todos sejam iguais”e é “muito desagradável” que as infantas Cristina, de 55 anos, e Elena, de 57, tenham sido vacinadas quando muitos idosos com mais de 80 anos estão ainda por vacinar em Espanha. Já o Podemos, parceiro da coligação governativa, condenou “os privilégios” de que abusam os membros da família real.

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A Casa Real demarcou-se, afirmando que as irmãs do rei já não são formalmente parte da instituição.

As infantas reagiram esta quarta-feira, um dia depois de estalar a polémica, alegando que a vacina lhes foi oferecida e aceitaram, de modo “a terem o passaporte sanitário” que lhes facilite visitarem o pai regularmente. “Se não tivesse sido assim, teríamos esperado a nossa vez de sermos vacinadas em Espanha”, refere a nota oficial divulgada pelas Infantas.

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Apesar da vacina, as visitas a Juan Carlos, também ele já vacinado, podem não ser facilitadas, pois os Emirados Árabes Unidos exigem atualmente quarentena a todos os visitantes, mesmo aos já vacinados.

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