Israel quer “zona de defesa” no Sul da Síria
Aviação israelita atacou mais de 300 alvos militares na Síria desde a queda de Bashar al-Assad.
Israel anunciou, na terça-feira, que pretende criar uma “zona de defesa desmilitarizada” no Sul da Síria para evitar que a região se torne numa “base de terroristas” após a queda do ditador Bashar al-Assad.
Desde que os rebeldes islâmicos do HTS tomaram Damasco, no domingo, a Força Aérea israelita já lançou mais de 300 ataques em todo o território sírio, visando bases militares, depósitos de munições e outras instalações das Forças Armadas sírias para “impedir que armamento estratégico, incluindo armas químicas e mísseis, possa cair nas mãos de terroristas”. Num desses ataques, na terça-feira de manhã, vários mísseis foram lançados contra o porto de Latakia, “destruindo toda a frota naval síria”, anunciou Israel.
Na segunda-feira, as tropas israelitas ocuparam posições na ‘área de separação’ a leste dos Montes Golã e “alguns pontos adicionais” em território sírio, mas o Governo israelita negou as alegações de que as suas forças tivessem avançado até às portas da capital, Damasco, garantindo que Israel “não é parte do conflito” e pretende apenas “proteger a sua fronteira” através de uma operação “limitada e temporária”. O ministro da Defesa, Israel Katz, indicou depois que Israel pretende criar uma “zona de defesa desmilitarizada no Sul da Síria, livre de armas e ameaças terroristas, e sem uma presença militar permanente”.
Vários países árabes, incluindo a Arábia Saudita e o Qatar, acusaram Israel de tentar aproveitar-se do vazio de poder deixado pela queda de Assad e avisaram que a ofensiva “pode arruinar qualquer possibilidade de restabelecer a segurança” no país.
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