Johnson & Johnson sob investigação após ocultar eventual presença de elementos cancerígenos no pó talco
Foram feitas mais de 13 mil denúncias e queixas judiciais à empresa americana.
As autoridades norte-americanas iniciaram uma investigação criminal à Johnson & Johnson. A empresa especializada em produtos farmacêuticos e produtos de higiene é acusada de mentir sobre a eventual presença de elementos cancerígenos no conhecido pó de talco.
A informação avançada pela agência de notícias Bloomberg, confirmou mais de 13 mil denúncias e queixas judiciais à empresa americana, o que levou um júri de Washington abrir uma investigação e analisar uma série de documentos de modo a conseguir perceber a veracidade das acusações.
Quando questionado pela Bloomberg, o Departamento de Justiça norte-americano optou por não se pronunciar sobre o assunto. Por outro lado, a empresa esclareceu, em comunicado, que "está a cooperar totalmente" com a investigação em curso.
Apesar do comunicado salientar que o pó de talco não "contém amianto nem causa cancro", foram reveladas informações, dos anos de 1960 e 1970, em que especialistas da Johnson & Johnson alertavam para a presença do amianto no produto e que este representava "um grave perigo para a saúde".
Uma investigação realizada em 2018 pela agência Reuters, concluiu que administradores, médicos e advogados da Johnson & Johnson tinham conhecimento da existência destes vestígios no pó de talco, no entanto, decidiram não revelar a informação ao público.
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