Jornalista francesa diz-se vítima de agressão sexual no Egipto
O caso está a fazer lembrar o da sul-africana Lara Logan, revelado em Fevereiro de 2011: uma jornalista francesa, Sonia Dridi denunciou, esta semana, uma alegada agressão sexual sofrida quando se encontrava a trabalhar na Praça Tahrir, Cairo (Egipto).
Dridi, que é correspondente da estação televisiva France 24, explicou que foi rodeada, de forma intimidante, por um grupo de homens – a maioria jovens – quando estava num directo.
O ataque, segundo refere o ‘El Mundo’, terá durado alguns minutos, até que um amigo conseguiu afastar os agressores e retirar Dridi da praça.
“Agarraram-me por todo o lado. Dei-me conta mais tarde que alguém me tinha aberto a camisa!”, disse Sonia Dridi, acrescentando que a situação só não foi mais longe porque estava a usar um cinto grosso.
A jornalista informou, entretanto, que vai avançar com uma queixa.
No ano passado, Lara Logan, correspondente da norte-americana CBS durante o auge da Primavera Árabe, assumiu que tinha sido sequestrada por 200 a 300 homens na praça da capital egípcia.
"As minhas roupas ficaram feitas em pedaços mas aquilo que mais me chocou foi a ausência de misericórdia deles. A minha dor e o meu sofrimento agradavam-lhes e só incitavam mais violência", disse a jornalista sul-africana de 40 anos, em entrevista ao programa ’60 Minutes’.
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