Jovens da NATO querem aproximar novas gerações e sociedade civil dos valores da Aliança

Presidente da AJPA propôs uma eventual inclusão em programas curriculares dos temas normalmente abordados no Dia da Defesa Nacional.

29 de julho de 2022 às 16:17
Escola Foto: CMTV
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O presidente da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico (AJPA) defendeu esta sexta-feira a importância de aproximar jovens e sociedade civil dos valores da NATO, num contexto de guerra na Ucrânia, através da inclusão destes temas em programas curriculares.

"Como vivemos temos desafiantes e incertos, não sabemos até que ponto a guerra pode escalar, acho importante aproximarmos os nossos jovens e sociedade civil destes temas para que possam estar mais ligados não só aos valores da NATO e aos valores de Portugal, mas também ao papel das nossas Forças Armadas que têm sempre um papel muito importante na nossa diplomacia e nas missões internacionais", defendeu Manuel Matos dos Santos.

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Questionado pela agência Lusa sobre formas de atrair os jovens para temas relacionados com as Forças Armadas, o presidente da AJPA propôs uma eventual inclusão em programas curriculares dos temas normalmente abordados no Dia da Defesa Nacional.

"O local adequado para transmitir aos nossos jovens tudo o que se refere as Forças Armadas é a escola. Deveria ser repensado o currículo dos estudantes para que possam ter maior conhecimento das Forças Armadas, dos desafios, do papel geopolítico de Portugal, da NATO, o que é a NATO, o que representa", explicou.

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Cerca de 40 jovens provenientes de 14 países-membros da NATO juntaram-se esta semana na Academia da Força Aérea, em Sintra, no 25º 'Portuguese Atlantic Youth Seminar' (PAYS) para debater os desafios atuais da segurança internacional, com a guerra na Ucrânia a preocupar uma geração do mundo ocidental que nasceu e cresceu em paz.

"Vejo muitos jovens preocupados com o futuro. Nós felizmente não conhecemos a guerra, nunca a vivemos ao vivo e a cores e de repente quando acordámos no dia 24 de fevereiro [início da guerra na Ucrânia], no eclodir da guerra, somos confrontados com este novo contexto muito mais desafiante, perigoso e até imprevisível", afirmou Manuel Matos dos Santos.

Manuel Matos dos Santos, com 26 anos, refere que a denominada 'geração Z' [nascidos nos finais dos anos 90 do século passado e primeira década dos anos 2000) cresceu no mundo ocidental e continente europeu "em paz durante toda a vida mas, de facto, a segurança não é de todo um dado adquirido".

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"E essa é a principal mensagem que nós passamos aqui: é que a NATO é a única garantia da nossa segurança, o único garante do nosso bem-estar", defendeu.

A Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico é a "ala jovem" da Comissão Portuguesa do Atlântico, organização apoiada pelos ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, fundada em 1960 e que tem como objetivo promover os valores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

O programa deste seminário contou com debates e intervenções de políticos, militares ou académicos, entre eles o antigo ministro da Defesa e vice primeiro-ministro, Paulo Portas, o líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, ou o professor da Universidade de Lisboa e antigo deputado do PS, Vitalino Canas.

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O balanço, continua o presidente dos 'jovens da NATO', é "bastante positivo" depois de uma semana dominada por temas como a "China, a União Europeia e terrorismo", além da guerra na Ucrânia.

"O nosso papel aqui foi aprofundar a missão dissuasora da NATO e transmitir aos jovens portugueses, que no fundo são os futuros gestores e governantes deste país, não só a importância de uma Aliança forte, como também a necessidade de reforçar o investimento na área da Defesa", salientou.

O 25º 'Portuguese Atlantic Youth Seminar' (PAYS) termina esta sexta-feira com uma sessão de encerramento presidida pela ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras.

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