Lado negro de Hillary revelado em biografia
Duas novas biografias sobre a senadora Hillary Clinton, a publicar esta semana, retratam a pretendente democrata à presidência dos EUA como uma mulher oportunista, vaidosa e calculista.
Uma delas, da autoria de Carl Bernstein – jornalista que, a par de Bob Woodward, denunciou o escândalo de Watergate –, faz o retrato contrastado da advogada apaixonada por causas nobres e da senadora insincera nas suas convicções.
“É a pessoa com mais mania de superioridade que alguma vez conheci”, afirmou a Bernstein um antigo colaborador da senadora. Betsey Wright, chefe de Pessoal de Bill Clinton quando este era governador do Arkansas, conta, por seu lado, que Hillary recusou o divórcio quando, nos anos 80, o marido se apaixonou por outra mulher. “Não tinha uma casa sua e estava preocupada com o facto de como iria sobreviver como mãe solteira”, declarou Diane Blair, amiga íntima de Hillary. “Há muito no seu passado para convencer alguns a votar nela, mas penso que há também muita coisa para convencer outros a votar contra ela”, afirmou Bernstein sobre a sua obra (à qual dedicou oito anos de investigação), considerando que tudo na atitude política de Hillary tem visado exclusivamente a conquista de votos.
A outra biografia, escrita por dois jornalistas do ‘The New York Times’, reforça esta imagem de uma mulher fria e calculista e revela ainda um pormenor de enorme peso político: quando Hillary aprovou a invasão do Iraque não leu na íntegra os relatórios da CIA com os argumentos a favor da guerra.
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