Leito seco de rio tornou-se uma "verdadeira armadilha": Fuga às chamas em Andaluzia ditou a morte de 12 pessoas

Guardia Civil criou um posto de atendimento na estação de Garrucha, em Almería, para os familiares das dezenas de desaparecidos.

10 de julho de 2026 às 12:17
Elementos da Unidade Militar de Emergência de Espanha acionados para combater incêndio em Almería, Andaluzia Foto: AP
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A fuga às chamas que estão a devastar o município de Los Gallardos, na província de Almería, em Espanha, foi traiçoeira para pelo menos 12 pessoas que não conseguiram sobreviver. Nove das vítimas mortais, a maioria de nacionalidade britânica e belga foram encontradas carbonizadas dentro de carros em Bédar, onde estavam a residir. Oito delas tinham mais de 60 anos.

De acordo com o ministro Regional da Presidência, Saúde e Emergências, Antonio Sanz, citado pelo El Mundo, as vítimas tentaram fugir do incêndio florestal de grandes dimensões utilizando uma rota alternativa à indicada pelos serviços de emergência. Escolheram o leito seco de um rio que, segundo Antonio Sanz, foi uma "verdadeira armadilha". 

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"Infelizmente, a decisão de seguir um caminho diferente da rota de evacuação e tentar sair por um leito de rio seco foi uma verdadeira armadilha escolhida pelas pessoas que acabaram por morrer", frisou o ministro. Quatro pessoas foram encontradas mortas dentro de um carro que estava em contramão. Embora as identidades ainda não tenham sido confirmadas, as autoridades espanholas acreditam que sejam britânicos. As restantes vítimas mortais, uma era espanhola e as outras sete, eram belgas ou britânicas. Pertenciam a um grupo de nove, tendo dois elementos sobrevivido.

Há ainda registo de oito feridos, quatro em estado grave que sofreram queimaduras e foram helitransportados para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha.

Na origem do fogo pode estar a queda de um poste elétrico. Antonio Sanz explicou ao El Mundo que se trata "de um incêndio terrível e muito complexo numa área com muitas casas e residências dispersas, inseridas numa zona florestal com uma taxa de propagação muito elevada".

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Há 23 pessoas desaparecidas.  Segundo o Diario de Almería, entre os desaparecidos encontra-se um grupo de sete vizinhos que tinham saído de casa para caminhar. A Guardia Civil criou um posto de atendimento na estação de Garrucha, em Almería, para os familiares destas pessoas.

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