Lésbicas sul-africanas sofrem 'violações correctivas'
Millicent Gaika, uma sul-africana de 30 anos, foi estrangulada, torturada e submetida a várias violações, durante cinco horas, por um homem que queria ‘curá-la’ do seu lesbianismo.
A vítima desta brutal agressão esteve à beira da morte mas sobreviveu. No entanto, este não é um caso isolado no país do continente africano. As ‘violações correctivas’ têm espalhado o terror entre os homossexuais, sem que a justiça actue, permitindo que os autores dos crimes continuem em liberdade.
Cerca de 140 mil assinaturas foram enviadas para o ministro da Justiça sul-africano para que este intervenha em defesa das mulheres agredidas.
As ‘violações correctivas’ baseiam-se numa crença de que as mulheres se tornem heterossexuais se forem repetidamente abusadas sexualmente. O crime, que não é considerado um acto de discriminação no país, visa essencialmente mulheres negras, pobres e de pequenas localidades da África do Sul.
Jeffrey Thamsanqa Radebe, ministro da Justiça do país, foi convidado a comentar o caso num canal de televisão mas, até ao momento, não tomou nenhuma decisão sobre estes casos.
As associações de protecção dos direitos humanos estão a divulgar as fotos de Millicent Gaika como forma de sensibilização da população mundial.
África do Sul é um dos países com maior taxa de violações, sendo um dos casos mais mediático o de Eudy Simelane, uma jogadora de futebol da selecção sul-africana que foi abusada sexualmente por um grupo e esfaqueada até à morte em 2008.
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