Líbano acusa Israel de crime de guerra após morte de jornalista
Ministério da Saúde libanês acusou Israel de ter "obstruído as operações de resgate" e "alvejado uma ambulância que ostentava claramente o símbolo da Cruz Vermelha".
O Presidente e o primeiro-ministro libaneses acusaram esta quinta-feira Israel de crime de guerra após a morte na quarta-feira de uma jornalista, no sul ocupado, durante um bombardeamento das forças armadas israelitas.
Além da morte de Amal Khalil, de 42 anos, jornalista do jornal Al-Akhbar, a sua colega Zeinab Faraj ficou ferida no ataque.
"Israel ataca jornalistas deliberadamente para ocultar a verdade sobre seus crimes contra o Líbano", declarou o chefe de Estado, Joseph Aoun, denunciando o ato como "crime de guerra".
O primeiro-ministro, Nawaf Salam também afirmou que "atacar jornalistas e obstruir o acesso de equipes de resgate constitui um crime de guerra" e garantiu que seu país levará o caso às instâncias internacionais.
As duas jornalistas refugiaram-se numa casa na vila de al-Tiri depois de um ataque aéreo ter atingido um carro que seguia à sua frente, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) libanesa.
Os dois ocupantes do veículo - o autarca da cidade vizinha, Bint Jbeil, ocupada por Israel, e um homem que viajava com ele - morreram, segundo a mesma fonte.
O ministério da Saúde libanês acusou Israel de ter "obstruído as operações de resgate" e "alvejado uma ambulância que ostentava claramente o símbolo da Cruz Vermelha".
O exército israelita, por sua vez, alegou ter atingido dois veículos na área de al-Tiri que transportavam "terroristas" e "cruzaram a linha de defesa avançada" das suas tropas no sul do Líbano e negou ter impedido o socorro de feridos.
Em vigor está um cessar-fogo desde 17 de abril, após a guerra entre Israel e o movimento radical pró-iraniano Hezbollah, que já fez mais de 2.400 mortos no Líbano.
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