Líderes internacionais reagem a ataque dos EUA à Venezuela
Presidente Donald Trump ordenou ataques contra a Venezuela e anunciou a detenção de Nicolás Maduro e da esposa. País declarou estado de emergência nacional.
A comunidade internacional tem vindo a reagir aos ataques levados a cabo pelos EUA na madrugada deste sábado na Venezuela.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia: "Alerta para o mundo inteiro"
O presidente da Colômbia foi dos primeiros a reagir aos ataques da madrugada deste sábado na Venezuela.
"Alerta para o mundo inteiro: a Venezuela foi atacada", escreveu Gustavo Petro nas redes sociais, pedindo ainda a reunião imediata entre a Organização dos Estados Americanos e a ONU.
Javier Milei, presidente da Argentina: "A Liberdade avança"
"A liberdade avança, viva a liberdade": foi assim que o presidente argentino Javier Milei reagiu aos ataques levados a cabo pelas forças especiais dos EUA e que terminaram na detenção do líder venezuelano, Nicolás Maduro, assim como a esposa, de acordo com as informações avançadas pelo governo norte-americano.
Miguel Díaz-Canel, Presidente de Cuba: "Pátria ou morte! Nós venceremos"
O líder cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez veio exigir uma intervenção urgente da comunidade internacional acerca do que apelidou de "ataque criminoso dos EUA à Venezuela". "A nossa zona de paz está a ser brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Nós venceremos!, escreveu na rede social X.
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, referiu que o governo do país está a acompanhar de perto a situação vivida na Venezuela e pediu que o direito internacional, assim como os princípios da Carta da ONU, fossem respeitados. O governo de Espanha mostrou-se ainda disponível para mediar uma possível solução pacífica.
Rússia condena "agressão militar" norte-americana e pede diálogo
A Rússia condenou a "agressão militar" dos Estados Unidos da América contra a Venezuela e pediu diálogo para evitar uma escalada maior de violência na região. "Na situação atual, é sobretudo crucial evitar uma escalada maior e encontrar uma saída através do diálogo", lê-se num comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
UE pede contenção e respeito pelo Direito após ataques
A União Europeia pediu "contenção" e o respeito pelo Direito Internacional, após os ataques aéreos norte-americanos na Venezuela, enquanto reiterou a falta de legitimidade do líder venezuelano, Nicolás Maduro, cuja captura foi reclamada pelos Estados Unidos.
Governo do Brasil em reunião de emergência. Ministro da Saúde condena ataques e apela "à paz"
O Governo do Brasil vai realizar durante a manhã deste sábado uma reunião de emergência após os ataques no país vizinho, contando com a participação de diplomatas e militares, assim como do presidente Lula da Silva. A informação é avançada pela CNN Brasil.
O ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, condenou os ataques que têm "impactos múltiplos" para o povo e apelou à paz.
Lula da Silva, presidente do Brasil: "Afronta gravíssima à soberania da Venezuela"
O Presidente brasileiro Lula da Silva considerou que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela "ultrapassam uma linha inaceitável" e são "uma afronta gravíssima" à soberania do país sul-americano.
Numa publicação na rede social X, o chefe de Estado brasileiro acrescentou que os ataques realizados hoje e que levaram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher são "mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".
Guterres expressa "profunda preocupação" com a "escalada de tensão"
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou hoje a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos EUA, poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
Guterres sublinhou, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que os recentes acontecimentos constituem "um precedente perigoso" para a ordem internacional e insistiu na necessidade de "pleno respeito, por parte de todos", do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas.
"O secretário-geral está profundamente preocupado com o facto de as normas do direito internacional não terem sido respeitadas", afirmou o porta-voz, sem entrar em detalhes sobre o alcance ou as circunstâncias da ação militar dos Estados Unidos, nem sobre possíveis responsabilidades concretas.
"Ação determinada": primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou o apoio do seu Governo à "decisão resoluta e à ação determinada" dos Estados Unidos na Venezuela.
"Na América Latina, vários países estão a regressar à esfera de influência norte-americana e a renovar os laços com o Estado de Israel. Saudamos isso, damos os parabéns ao Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump e também elogiamos as forças armadas norte-americanas pela operação impecável", acrescentou Netanyahu durante uma reunião do Conselho de Ministros israelita.
No sábado, Netanyahu já tinha felicitado Trump "pela sua coragem e histórica liderança em nome da liberdade e da justiça", após a operação militar norte-americana lançada na madrugada desse dia na Venezuela.
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