Lula da Silva considera que banco dos BRICS "liberta" países emergentes da "submissão" às organizações dominantes
Chefe de Estado brasileiro frisou ainda a importância do Novo Banco de Desenvolvimento no financiamento de projetos nas respetivas moedas locais dos países membros.
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, apontou esta quinta-feira, em Xangai, o "potencial transformador" do banco dos BRICS enquanto instituição que "liberta" os países em desenvolvimento da "submissão" às organizações financeiras dominantes.
"Pela primeira vez, um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido sem a participação dos países desenvolvidos na sua fase inicial, estando, assim, livre das amarras das condicionalidades impostas pelas instituições tradicionais às economias emergentes", afirmou Lula, no discurso proferido durante a cerimónia de tomada de pose de Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, criado pelo BRICS, o bloco de economias emergentes que junta Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O chefe de Estado brasileiro, que acusou as instituições financeiras dominantes de "pretenderem governar" os países emergentes, "sem que tenham um mandato para isso", frisou ainda a importância do Novo Banco de Desenvolvimento no financiamento de projetos nas respetivas moedas locais dos países membros.
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