Lula da Silva e filho de Bolsonaro surgem empatados em nova sondagem para as presidenciais de outubro
Tanto o atual presidente quanto o senador e filho do ex-governante têm 41% das intenções de voto numa eventual e bastante provável segunda volta.
Numa reviravolta surpreendente e inimaginável somente três meses atrás, quando Lula da Silva aparecia como franco favorito na corrida para as presidenciais brasileiras de outubro próximo, o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, surge agora empatado com ele na sondagem mais recente a ser divulgada. O levantamento, do Instituto Genial Quaest, foi realizado em todas as regiões do Brasil e revela um empate absoluto de Lula e Flávio nas intenções de voto dos brasileiros.
De acordo com o instituto, tanto o atual presidente quanto o senador e filho do ex-governante têm 41% das intenções de voto numa eventual e bastante provável segunda volta. Flávio foi escolhido pessoalmente pelo pai, Jair Bolsonaro, a cumprir pena de 27 anos e 3 meses de prisão numa cadeia de Brasília, e essa indicação, pessoal e sem consulta a outras forças, decepcionou e irritou grande parte da direita brasileira, pois o senador sempre foi uma figura apagada e a maior parte dos aliados avaliaram que a candidatura dele redundaria rapidamente num enorme fracasso.
Mas Flávio, numa ascensão inesperada, começou a ganhar força entre eleitores da direita moderada e do centro, enquanto Lula, cada vez mais um radical de esquerda, perdeu a enorme vantagem que exibia. Em dezembro passado, Lula tinha 10 pontos de vantagem sobre Flávio, em janeiro deste ano essa diferença já tinha caído para sete pontos, em fevereiro para cinco, e agora, de acordo com o Genial Quaest, não existe mais.
Até na sondagem para a primeira volta, tudo mudou de dezembro para cá. No último mês de 2025, Lula liderava com folga os sete cenários apresentados aos eleitores com vários outros candidatos, mas, na sondagem agora divulgada, Lula só lidera em dois, e por pouca margem, e Flávio já empata com ele nos outros cinco.
O que mais preocupa os assessores de Lula é que o presidente está há muito tempo em campanha, viajando pelo Brasil e anunciando novos benefícios sociais, mas isso não evitou a queda de popularidade. Já Flávio Bolsonaro tem-se mantido discreto, articula alianças e apoios nos bastidores, supervisionado pelo pai em visitas frequentes à prisão, e só de 'longe em longe' faz declarações públicas, mesmo assim de forma bem mais moderada do que o seu estilo anterior, muito parecido com o destempero do pai.
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