Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apostam nos maiores círculos eleitorais no último dia de campanha
Segunda volta das eleições presidenciais no Brasil realiza-se esta domingo.
Os candidatos à presidência brasileira Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentram este sábado as ações de campanha nos maiores círculos eleitorais do país, numa tentativa de conquistar votos na véspera da segunda volta das eleições.
Da orla de Copacabana à Avenida Paulista, Lula da Silva percorre este sábado dois dos palcos mais emblemáticos do país para encerrar a campanha, o primeiro e terceiro maiores colégios eleitorais brasileiros, com 34,1 milhões e 12,9 milhões de eleitores, respetivamente.
De manhã, caminha com os seus apoiantes junto à praia mais famosa do mundo e à tarde vai ao coração de São Paulo, a maior cidade da América Latina e centro financeiro do país, numa última tentativa de transformar a força das ruas em votos.
Já Flávio Bolsonaro, que parte na frente depois de ter vencido a primeira volta com cerca de dois pontos percentuais a mais que Lula, começa este sábado de manhã no estado que tem acertado no vencedor das presidenciais desde 1989 e termina no berço político da família.
Em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais que é o segundo maior colégio eleitoral do país com 16,4 milhões de eleitores, o candidato do Partido Liberal realiza um desfile de motas entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade.
À tarde, vai para a zona oeste da ‘cidade maravilhosa’, para participar numa caravana na Barra da Tijuca com destino à casa onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, vivia.
A campanha de Lula da Silva na segunda volta foi marcada por uma forte mobilização nas redes sociais, ruas, manifestações convocadas por artistas e iniciativas de estudantes e movimentos sociais para conquistar votos e combater a abstenção.
Depois da desvantagem na primeira volta, apostou na defesa da democracia e do seu legado social, intensificou os ataques ao adversário e anunciou medidas económicas e laborais para procurar inverter o resultado.
Flávio Bolsonaro combinou manifestações de força nas ruas, com uma aposta nas redes sociais, mobilizando influenciadores digitais e figuras como o deputado Nikolas Ferreira para ampliar o alcance da campanha.
Conseguiu ainda o apoio de candidatos derrotados na primeira volta, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury, que somaram 5,34% dos votos válidos, além do antigo presidente Michel Temer e dos principais partidos de centro do país.
A disputa estendeu-se às plataformas digitais, com a campanha de Lula a acusar a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, de favorecer Flávio Bolsonaro e a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para exigir tratamento igual entre as candidaturas, denunciando restrições de contas, remoção de conteúdos e falhas nas ferramentas de inteligência artificial.
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
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