Lula pede investigação a denúncia de Richarlison contra Flávio por apropriação de ilha
Internacional brasileiro tem acusado repetidamente nos últimos dias Flávio Bolsonaro de integrar um grupo que diz ter se apropriado ilegalmente da ilha ao largo do litoral do Rio de Janeiro.
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou esta quinta-feira que vai pedir à polícia que investigue a alegada apropriação ilegal, com envolvimento do seu rival Flávio Bolsonaro, de uma ilha denunciada pelo futebolista Richarlison.
O internacional brasileiro, campeão olímpico em Tóquio2020, tem acusado repetidamente nos últimos dias Flávio Bolsonaro de integrar um grupo que, segundo a sua versão, se apropriou ilegalmente de uma ilha ao largo do litoral do Rio de Janeiro que tinha adquirido em 2021.
A ilha, situada ao largo da estância turística de Angra dos Reis no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, é objeto de uma disputa judicial entre Richarlison e um advogado amigo de Flávio Bolsonaro, que também afirma tê-la comprado.
"O nosso querido, famoso (...) de nome Richarlison, que foi jogador do Fluminense, agora está no Tottenham, esse rapaz comprou a ilha por 10 milhões e de repente ele viu a ilha desaparecer", disse Lula da Silva.
"Estou pedindo para a Política Federal investigar para saber aonde é que foi feito o 'trambique'" em que tiraram dele "uma ilha que ele tinha pagado 10 milhões por ela", acrescentou.
O futebolista comprou a ilha em 2021 e, desde então, tentou regularizar o respetivo título de propriedade, mas deparou-se com dificuldades burocráticas.
Lula prometeu ajuda um dia depois de Richarlison publicar nas redes sociais um vídeo no qual mostra os documentos que o identificam como proprietário da ilha e os comprovativos do pagamento efetuado em 2021, e em que detalha os processos judiciais relativos à disputa.
A segunda volta das presidenciais brasileiras é disputada no domingo.
Na primeira volta, em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
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