Macron condena polícia por impedir patriarca de celebrar missa no Santo Sepulcro
Polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos, "pela primeira vez em séculos".
O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou este domingo a decisão da polícia israelita de impedir o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos.
"Condeno esta decisão da polícia israelita, que se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos lugares santos em Jerusalém", escreveu Macron na rede social X (antigo Twitter).
A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos, "pela primeira vez em séculos", afirmou o Patriarcado Latino.
"Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado [...], e foram obrigados a voltar para trás", indicou o Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala, num comunicado conjunto.
"Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", acrescentaram, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.
Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".
No início da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, as autoridades israelitas proibiram grandes ajuntamentos, incluindo nas sinagogas, igrejas e mesquitas, limitando as reuniões públicas a cerca de 50 pessoas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt