Mais de 300 mortos nas enxurradas no Nepal e Tibete. Número de desaparecidos ultrapassa os 1300
Autoridades continuam à procura de sobreviventes.
Equipas de resgate continuam, esta quinta-feira, a procurar cerca de 1.400 pessoas desaparecidas devido às enxurradas que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e a China.
Os números de vítimas mortais têm sido atualizados com muita frequência e já subiu para 392.
Um porta-voz da polícia nepalesa, Abhi Narayan Kafle, confirmou à agência de notícias espanhola EFE o mais recente balanço e disse que as autoridades resgataram com vida 445 pessoas nas últimas horas, entre as quais 27 estrangeiros.
De acordo com a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, 910 pessoas estão desaparecidas, dos quais 517 são cidadãos estrangeiros, 44 são membros do exército e 28 agentes da polícia.
As autoridades chinesas elevaram, esta quinta-feira, de 265 para 558 o número de desaparecidos no Tibete devido às enxurradas que atingiram a fronteira com o Nepal, onde pelo menos três pessoas morreram. Segundo o mais recente balanço oficial, divulgado, esta quinta-feira de manhã numa conferência de imprensa do governo municipal de Shigatse, três pessoas morreram e 558 continuam desaparecidas no lado chinês.
Risco de novas cheias caso detritos bloqueiem rios
Especialistas alertaram que os detritos transportados pelas enxurradas nos Himalaias, que deixaram pelo menos 168 mortos no Nepal e na China, podem criar barragens naturais e desencadear um segundo evento catastrófico caso sejam libertados.
Num comunicado divulgado, esta quinta-feira, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD, na sigla em inglês), com sede em Katmandu, indicou que as autoridades e os cientistas estão a avaliar se os detritos bloquearam temporariamente o rio num troço estreito, "formando uma barragem natural", dado que, se esta água for libertada repentinamente, poderá criar "um risco secundário".
O centro acredita que uma avalanche proveniente de um glaciar terá provavelmente provocado a enxurrada de quarta-feira, que deixou pelo menos 1.300 desaparecidos dos dois lados da fronteira.
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