Marine Le Pen regressa a tribunal para salvar sonho
Começou esta segunda-feira o julgamento que vai decidir o futuro político de França.
Marine Le Pen, líder do partido de extrema-direita União Nacional (Rassemblement National, RN), compareceu esta segunda-feira no Tribunal de Recurso de Paris, para o julgamento do recurso à condenação de quatro anos de prisão, dois dos quais a cumprir sob vigilância eletrónica, a uma multa de 100 mil euros e à inelegibilidade imediata durante cinco anos, por desvio de fundos do Parlamento Europeu.
A política de 57 anos entrou no tribunal sem prestar quaisquer declarações. Já em tribunal, Marine Le Pen justificou a sua decisão de recorrer. “Não sentimos que cometemos um crime quando contratámos e partilhámos os nossos assistentes. Se foi cometido algum crime, então o Parlamento Europeu não cumpriu a sua missão de alertar quando devia”, cita a imprensa francesa. Marine Le Pen sentou-se ao lado de 11 companheiros de partido, condenados em primeira instância, e que vão ser novamente julgados pelo desvio de 2,9 milhões de euros de fundos públicos. São acusados de terem criado um “sistema” entre 2004 e 2016 para pagar aos funcionários do partido RN com dinheiro do Parlamento Europeu. Le Pen nega qualquer irregularidade e classifica as acusações como ataques políticos que visam impedir a sua carreira já que a confirmação da pena terá impacto nas aspirações presidenciais da líder da extrema-direita, ficando impedida de concorrer às eleições do próximo ano.
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