Menina autista de sete anos mantida em cativeiro e amarrada em quarto sem luz em São Paulo
Criança apresentava marcas de agressões, estava subnutrida, descalça e suja.
A Guarda Civil Metropolitana (Polícia Municipal) de São Paulo libertou uma menina autista de sete anos mantida em cativeiro e em condições sub-humanas pela mãe e pelo padrasto num quarto escuro numa casa no bairro Capão Redondo, no extremo sul da cidade brasileira. Foi a avó materna da criança que, após vários dias sem conseguir saber da neta, pediu ajuda à Guarda Civil Metropolitana e ao Conselho Tutelar de Menores, que assumiram a operação de localização e resgate.
Quando os agentes entraram no cubículo das traseiras da casa onde a menina era mantida, verificaram que a criança estava de joelhos no chão, amarrada e com muito medo. Mais tarde, a criança conseguiu contar que ficava de joelhos a maior parte do tempo para tentar ver os ratos e as baratas, mesmo no escuro, e desviar-se, pois tem muito medo.
A criança apresentava marcas de agressões, estava subnutrida, descalça e suja. O pequeno quarto onde era mantida pela mãe e pelo padrasto não tem janelas, por isso a menina ficava no escuro 24 horas por dia, sem ventilação e, quando era desamarrada, tinha de comer numa tijela sem qualquer higiene com uma colher.
A mãe e o padrasto, que foram presos, têm outros filhos, que os vizinhos disseram que levavam uma vida absolutamente normal. Só a menina autista era mantida naquela situação degradante, tanto para não dar trabalho quanto para ser escondida da vizinhança.
A avó da menor chamou a polícia depois de não conseguir ver a criança há tempos, após a filha decidir ir morar com o então namorado na casa dele. A senhora chegou a ir à habitação do casal exigir ver a neta ou ter notícias dela, mas não conseguiu porque a menina estava no quarto atrás da casa. Assim que encontrou a neta, a avó ajoelhou-se no meio do quarto e começou a chorar e a rezar.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt