Merkel não afasta coligação com o SPD
Negociações serão complicadas e poderão prolongar-se por vários meses.
A chanceler alemã Angela Merkel não afastou ontem a possibilidade de renovar a coligação com os sociais-democratas do SPD, apesar de estes terem garantido logo após o descalabro eleitoral de domingo que iriam passar para a oposição. Merkel acredita, no entanto, que será mais fácil convencer o SPD a manter-se no governo do que conciliar dois partidos com programas diametralmente opostos entre si como o FDP e os Verdes.
"Ouvi as palavras do SPD, mas acredito que devemos manter-nos em contacto. Todos os partidos têm a responsabilidade de garantir a formação de um governo estável", afirmou Merkel ao anunciar que vai abrir conversações com os três partidos. Para os analistas, o facto de o SPD ter sido incluído neste lote indicam que Merkel ainda tem esperança de convencer Martin Schulz a recuar.
No caso de se manter a recusa dos sociais-democratas, Merkel terá de negociar uma coligação tripartida com os liberais do FDP e os Verdes, cujos programas são, à partida, incompatíveis em assuntos como a Europa, ambiente e política fiscal, o que poderá arrastar as negociações durante meses.
Uma das exigências do FDP, que ontem avisou que não entrará numa coligação "a qualquer preço", é a pasta das Finanças, que nos últimos anos esteve entregue a Wolfgang Schäuble, o braço-direito de Merkel.
"Temos o dever de liderar a oposição"
Cisão na liderança da extrema-direita
A decisão, anunciada um dia depois de o partido se tornar na terceira maior força política do país, apanhou de surpresa os colegas. Petry defendia que a AfD devia adotar uma linha mais moderada.
PORMENORES
Portugal felicita
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UE quer "governo forte"
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Macron anuncia visão
O presidente francês Emmanuel Macron apresenta hoje as suas propostas para a reforma da UE e o reforço da união monetária.
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