Merkel lamenta adiamento das negociações na Ucrânia
Chanceler apelou a Moscovo para "usar a sua influência sobre os separatistas" pró-russos.
A chanceler alemã, Angela Merkel, aplaudiu o sinal dado pela troca de prisioneiros realizada na sexta-feira na região leste da Ucrânia, mas lamentou o adiamento da reunião dos negociadores para o fim da violência naquela região.
Em comunicado, a vice porta-voz do Executivo alemão, Christiane Wirtz, explicou que Merkel se manteve em contacto com o presidente ucraniano, Petró Poroshenko, e com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, para acompanhar a evolução das negociações.
"Só se pode alcançar uma estabilização da situação quando finalmente se implementar o plano acordado em Minsk", considerou a chanceler alemã, referindo o pacto alcançado na capital bielorussa, entre a Rússia e a Ucrânia para resolver os conflitos, ainda que os incumprimentos sejam flagrantes.
Angela Merkel apelou a Moscovo para "usar a sua influência sobre os separatistas" pró-russos que combatem na Ucrânia Oriental.
No mesmo comunicado, citado pela agência noticiosa espanhola EFE, a vice porta-voz realçou ainda que a chanceler alemã, que se encontra de férias fora de Berlim, recebeu com "otimismo" a notícia da troca de prisioneiros.
Na sexta-feira, a Ucrânia e os separatistas pró-russos trocaram centenas de prisioneiros na região rebelde vizinha de Donetsk, uma troca que começou por ser feita em grupos de dez pessoas perto da vila de Kostiantynivka, a 45 quilómetros a norte da cidade ucraniana de Donetsk, e totalizou 222 rebeldes - homens e mulheres - e 146 soldados ucranianos, segundo constatou a agência noticiosa francesa AFP.
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