Militar diz que pedido de Trump ao líder ucraniano foi “inapropriado”

Militar que ouviu conversa com líder ucraniano fala em comportamento “impróprio” do presidente ao exigir investigação a Biden.

20 de novembro de 2019 às 08:43
Alexander Vindman disse ter ficado alarmado com telefonema de Trump Foto: Jonathan Ernst
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O militar Alexander Vindman, membro do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca e uma das testemunhas-chave no processo de destituição contra Donald Trump, confirmou ontem na comissão de investigação da Câmara dos Representantes que o pedido do presidente ao líder ucraniano para investigar o democrata Joe Biden foi "inapropriado" e inquietante o suficiente para o levar a denunciar imediatamente o sucedido aos serviços jurídicos da Casa Branca.

"Sem hesitação, soube imediatamente que tinha de denunciar isto", afirmou Vindman na comissão, adiantando que considerou "impróprio que o presidente dos Estados Unidos exigisse que um governo estrangeiro investigasse um cidadão americano, ainda por cima um adversário político". "Isso é prejudicial para a segurança nacional e só favorece os interesses russos", acusou.

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O militar, que ouviu a conversa entre os dois presidentes na sua qualidade de especialista em questões ucranianas no Conselho de Segurança Nacional, referiu-se ainda à teoria republicana de que foi a Ucrânia que tentou influenciar as eleições de 2016 com "uma narrativa falsa promovida pelo presidente russo Vladimir Putin" e minimizou os ataques de que foi alvo por parte de Trump. "Estou aqui para dizer a verdade", afirmou.

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