Militares mortos em ataque dos EUA à Venezuela repatriados para Cuba com honras de Estado

Oficiais estavam na residência de Nicolás Maduro quando se deu o ataque e faziam parte de acordos de proteção entre os dois países.

16 de janeiro de 2026 às 11:13
Pessoas prestam homenagem a oficiais cubanos mortos durante operação dos EUA na Venezuela Foto: Ramon Espinosa/AP
Viatura transporta pelas ruas de Havana corpos de militares mortos na Venezuela após ataque dos EUA Foto: Ramon Espinosa/AP
Militares cubanos em frente Ministério das Forças Armadas Revolucionárias durante homenagens a oficiais cubanos Foto: Ramon Espinosa/AP
Militares prestam últimas homenagens a oficiais cubanos mortos durante a operação dos EUA na Venezuela Foto: Ramon Espinosa/AP
Pessoas em frente ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias durante homenagens a oficiais cubanos Foto: Ramon Espinosa/AP

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Os restos mortais dos 32 soldados mortos na sequência do ataque dos EUA à Venezuela já foram repatriados para Cuba. Dezenas de milhares de pessoas prestaram na quinta-feira homenagem aos militares que integravam a equipa de segurança do presidente venezuelano agora detido em território norte-americano, Nicolás Maduro, e que estavam na residência do líder quando se deu o ataque da madrugada de 3 de janeiro. A televisão estatal cubana revelou ainda imagens de combatentes feridos no ataque, acompanhados pelo ministérios dos Negócios Estrangeiros de Cuba, informa a Associated Press.

Todos os militares tinham entre 26 e 60 anos e faziam parte de acordos de proteção entre ambos os países, de acordo com informações reveladas pelas autoridades estatais cubanas. As urnas foram transportadas por soldados cubanos para a sede do Ministério das Forças Armadas, junto à Praça da Revolução, em Havana. 

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Nas cerimónias estiveram presentes o atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel, o ministro do Interior Lázaro Alberto Casas e ainda o antigo presidente do país. Lázaro Casas fez referência ao "inimigo", numa alusão aos EUA. "O imperialismo pode possuir armas mais sofisticadas, pode comprar as mentes dos indecisos, mas há uma coisa que nunca poderá comprar: a dignidade do povo cubano", frisou. 

As cerimónias decorreram num contexto em que se agudizam as tensões entre Cuba e os EUA, com o governo de Trump a exigir recentemente que o país faça um acordo antes que seja "tarde demais", não especificando, contudo, que tipo de acordo prevê. O fim abrupto das remessas de petróleo pode vir a ter um impacto "catastrófico" para Cuba, alertam especialistas em entrevista à AP.

Antes do ataque dos EUA, Cuba recebia mais de 35 mil barris de petróleo venezuelano por dia, de acordo com dados do Instituto de Energia da Universidade do Texas em Austin responsável por monitorizar os carregamentos.  

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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, veio afirmar na segunda-feira que o governo não está em negociações com os EUA, depois de Donald Trump ter apontado que Cuba "não iria viver mais do petróleo e do dinheiro da Venezuela". 

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