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Associação de jornalistas quer libertação de mais de 20 profissionais na Venezuela

Organização, com sede nos Estados Unidos, citou dados do Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) da Venezuela, segundo os quais 23 jornalistas e profissionais dos media continuam detidos no país.

14 de janeiro de 2026 às 15:47

A Associação de Jornalistas Venezuelanos no Estrangeiro (Apevex) exigiu esta quarta-feira a libertação imediata de mais de 20 profissionais detidos na Venezuela, no âmbito da libertação de presos políticos anunciado pelo Governo.

"Exigimos, de forma clara e firme, a libertação imediata e integral de todos os jornalistas injustamente detidos, bem como o arquivamento definitivo e a retirada das acusações contra eles", escreveu a Apevex num comunicado divulgado a partir de Miami, nos Estados Unidos.

A organização, com sede nos Estados Unidos, citou dados do Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) da Venezuela, segundo os quais 23 jornalistas e profissionais dos media continuam detidos no país.

A Apevex exigiu igualmente garantias reais de segurança para os jornalistas que foram forçados ao exílio, bem como o fim da perseguição política contra a imprensa.

"Exigimos que o Governo cesse todas as formas de perseguição, censura e assédio contra jornalistas, órgãos de comunicação social e trabalhadores dos media", acrescentou a associação.

A organização pediu ainda a revogação das leis que "punem e penalizam a liberdade de expressão e o jornalismo".

"Na Venezuela, não pode haver uma verdadeira transição para a democracia sem a plena restauração da liberdade de expressão, de informação e de imprensa", sublinhou a organização.

A Apevex referiu que o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) confirmou hoje a libertação dos jornalistas Ramón Centeno, Leandro Palmar e Victor Ugas, bem como da assistente de câmara Belises Cubillán.

Na semana passada, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, prometeu a libertação de "um número significativo" de presos políticos.

Na terça-feira, Rodríguez afirmou que mais de 400 reclusos tinham sido libertados, somando anúncios oficiais de libertações em diferentes momentos desde dezembro de 2024.

Segundo o Governo, 160 pessoas foram libertadas em dezembro de 2024, 99 no Natal de 2025, 88 no Ano Novo de 2025 e 116 na segunda-feira desta semana.

No entanto, a ONG Foro Penal, que até domingo contabilizava pouco mais de 800 presos políticos na Venezuela, indicou ter conseguido confirmar apenas 56 libertações após o anúncio feito por Jorge Rodríguez.

Por seu lado, a coligação de oposição Plataforma Unitária Democrática reportou 76 libertações.

O Comité de Direitos Humanos do partido Vento Venezuela (VV), liderado pela dirigente da oposição e Prémio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, acusou o Governo de "mentir sistematicamente" e exigiu a divulgação de uma lista pública com os nomes das pessoas libertadas.

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