Ministério Público iliba Bolsonaro no caso da morte da ativista Marielle Franco

Porteiro do condomínio do presidente terá mentido ao afirmar que suspeito visitou Bolsonaro horas antes do crime.

01 de novembro de 2019 às 09:29
Bolsonaro acusou a TV Globo de “canalhice” por revelar depoimento falso Foto: Reuters/Sergio Moraes
Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil Foto: Reuters

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O Ministério Público do Rio de Janeiro disse esta quinta-feira que o porteiro do condomínio onde mora o presidente Jair Bolsonaro mentiu ao afirmar que um dos suspeitos pelo homicídio da vereadora Marielle Franco visitou a casa do presidente horas antes do crime.

O caso provocou uma verdadeira tempestade política no Brasil, com Bolsonaro a acusar a TV Globo, que revelou o depoimento, e o governador do Rio, Wilson Witzel, de "canalhice".

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Simone Sibilo, procuradora do Ministério Público do Rio de Janeiro, revelou que as perícias realizadas aos telefonemas feitos a partir da guarita naquele dia - 14 de março de 2018 - mostram que o porteiro, apesar de ter escrito no livro de entradas que o visitante ia para a residência 58, de Bolsonaro, ligou para a 65, de Ronnie Lessa, um ex-polícia acusado de ter efetuado os disparos que mataram Marielle e o seu motorista.

Ou seja, terá sido Lessa a autorizar a entrada do cúmplice, Élcio Queiroz, e não "o seu Bolsonaro", como afirmou o porteiro. Desconhecem-se as razões que levaram o porteiro a mentir aos investigadores, mas Sibilo admitiu que poderá ser acusado de falso testemunho e obstrução à Justiça.

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Depois do encontro no condomínio, Queiroz e Lessa saíram juntos de carro e, após uma curta perseguição, assassinaram a vereadora numa rua deserta.

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