Ministra brasileira diz ser ameaçada de morte após defender que mulher deve ser submissa ao marido
Damares Alves é titular da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos.
A ministra brasileira e pastora evangélica ultra-radical Damares Alves, titular da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, confirmou esta sexta-feira notícias surgidas na imprensa de que estaria a ser ameaçada de morte.
Damares, uma das mais polémicas figuras do governo Bolsonaro, diz que as ameaças de morte contra ela são constantes e chegam de várias formas, nomeadamente pelo Facebook e outras redes sociais. Não especificou se as mensagens têm origem conhecida mas afirmou que a polícia já está a investigar.
Por causa dessas ameaças, a ministra e pastora, que se assume como "terrivelmente cristã" e tem posições extremamente controversas sobre muitos temas, foi forçada a deixar a sua casa, em Brasília.
Passou a ficar em hotéis na capital brasileira, mas o local onde dorme nunca é informado, por razões de segurança, e a sua agenda também deixou de ser publicada, para não se saber antecipadamente onde estará.
Damares envolveu-se em sucessivas confusões desde que assumiu o cargo, pelo radicalismo das suas posições.
Apesar de ser ministra da Mulher, defende que no casamento o líder é o homem e que a mulher deve ser submissa ao marido, defende que os pais ensinem os filhos em casa para evitar que eles sejam "contaminados" com ideias não cristãs em escolas, e originou uma chuva de protestos ao ignorar a existência do mundo LGBT afirmando que menino tem de vestir azul e menina rosa.
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