Ministra do Interior moçambicana lamenta morte de empresário raptado
Arsénia Massingue prometeu para "os próximos dias" uma posição da polícia de investigação sobre os trabalhos em curso.
A ministra do Interior moçambicana, Arsénia Massingue, lamentou esta terça-feira a morte do empresário raptado há mais de uma semana na província de Maputo, prometendo que o Serviço Nacional de Investigação Criminal vai pronunciar-se sobre o caso "nos próximos dias".
"Nós queremos primeiro, como Ministério do Interior, lamentar esta perda, é uma vida que se perdeu", disse a governante, citada esta terça-feira pela Rádio Moçambique.
A ministra do Interior prometeu para "os próximos dias" uma posição da polícia de investigação sobre os trabalhos em curso para o "esclarecimento deste e de outros casos" de rapto.
"O Sernic [Serviço Nacional de Investigação Criminal] irá se pronunciar nos próximos dias sobre o que está a ser feito em concreto", referiu Arsénia Massingue.
O empresário, raptado no dia 14 de dezembro, foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira, na zona de Txumene, na província de Maputo, sul de Moçambique, disse à Lusa fonte policial.
Segundo a polícia, o empresário, que terá sido abandonado no local pelos raptores, apresentava ferimentos e sinais de agressão.
O homem foi raptado em frente a um dos seus estabelecimentos comerciais na Matola, por um grupo armado.
Um vídeo captado por câmaras de vigilância no local do crime mostra o momento exato em que o grupo, composto por quatro homens, arrasta o empresário para uma viatura, em plena luz do dia.
Maputo e outras cidades moçambicanas, principalmente as capitais provinciais, voltaram a ser palco de uma onda de raptos desde 2020, visando principalmente empresários ou seus familiares.
Moçambique registou, entre janeiro e novembro, 11 raptos e 27 detenções ligadas aos crimes, segundo dados avançados pela ministra do Interior.
Numa avaliação sobre a criminalidade, apresentada no início de junho, a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, referiu que os crimes de rapto têm vindo a aumentar e os grupos criminosos têm ramificações transfronteiriças, mantendo células em países como África do Sul.
Segundo a magistrada, há vítimas "constantemente chantageadas" mesmo depois de libertadas, continuando a pagar quantias em dinheiro para garantir que não voltam a ser raptadas.
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