Ministra do Interior moçambicana lamenta morte de empresário raptado

Arsénia Massingue prometeu para "os próximos dias" uma posição da polícia de investigação sobre os trabalhos em curso.

27 de dezembro de 2022 às 16:20
Arsénia Massingue, ministra do Interior moçambicana Foto: DR: Twitter
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A ministra do Interior moçambicana, Arsénia Massingue, lamentou esta terça-feira a morte do empresário raptado há mais de uma semana na província de Maputo, prometendo que o Serviço Nacional de Investigação Criminal vai pronunciar-se sobre o caso "nos próximos dias".

"Nós queremos primeiro, como Ministério do Interior, lamentar esta perda, é uma vida que se perdeu", disse a governante, citada esta terça-feira pela Rádio Moçambique.

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A ministra do Interior prometeu para "os próximos dias" uma posição da polícia de investigação sobre os trabalhos em curso para o "esclarecimento deste e de outros casos" de rapto.

"O Sernic [Serviço Nacional de Investigação Criminal] irá se pronunciar nos próximos dias sobre o que está a ser feito em concreto", referiu Arsénia Massingue.

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O empresário, raptado no dia 14 de dezembro, foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira, na zona de Txumene, na província de Maputo, sul de Moçambique, disse à Lusa fonte policial.

Segundo a polícia, o empresário, que terá sido abandonado no local pelos raptores, apresentava ferimentos e sinais de agressão.

O homem foi raptado em frente a um dos seus estabelecimentos comerciais na Matola, por um grupo armado.

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Um vídeo captado por câmaras de vigilância no local do crime mostra o momento exato em que o grupo, composto por quatro homens, arrasta o empresário para uma viatura, em plena luz do dia.

Maputo e outras cidades moçambicanas, principalmente as capitais provinciais, voltaram a ser palco de uma onda de raptos desde 2020, visando principalmente empresários ou seus familiares.

Moçambique registou, entre janeiro e novembro, 11 raptos e 27 detenções ligadas aos crimes, segundo dados avançados pela ministra do Interior.

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Numa avaliação sobre a criminalidade, apresentada no início de junho, a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, referiu que os crimes de rapto têm vindo a aumentar e os grupos criminosos têm ramificações transfronteiriças, mantendo células em países como África do Sul.

Segundo a magistrada, há vítimas "constantemente chantageadas" mesmo depois de libertadas, continuando a pagar quantias em dinheiro para garantir que não voltam a ser raptadas.

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